Dinheiro
28/10/2008 - 12h43

Prazo de impostos pode ser flexibilizado para ajudar empresas, diz Mantega

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a flexibilização no prazo de recolhimento de impostos está entre as novas medidas estudadas pelo governo para ajudar as empresas brasileiras nesse momento de aperto de crédito na economia.

"Essa medida está sendo cogitada, mas temos de olhar o impacto sobre as contas públicas, sobre a arrecadação. Nós temos de olhar os dois lados, mas estamos vendo essa questão", afirmou o ministro durante evento realizado hoje pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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A questão foi levantada pelo presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, que defendeu o aumento no prazo de recolhimento de impostos para aliviar o caixa das médias e pequenas empresas.

Durante debate promovido pela entidade, ministro da Fazenda afirmou que já há falta de crédito no Brasil para capital de giro das empresas e também para as exportações, mas que esses problemas são bem menores do que nas economias mais avançadas.

Mantega disse também que é natural que os bancos brasileiros estejam sendo mais cuidadosos na hora de fazerem novas concessões de crédito, devido aos problemas criados pela crise de internacional.

"É natural que as instituições financeiras tenham uma posição de mais comedimento, de precaução", afirmou o ministro.

Contágio

Mantega disse que essa será uma crise de longa duração, que já atingiu a economia real, e disse esperar que a recessão na economia mundial não se transforme de depressão econômica.

"Será uma crise de longa duração, uma crise de magnitude inédita. Nós vamos ter um forte impacto na economia real no mundo todo, Vai desacelerar fortemente. É impressionante como o travamento do crédito pode se transmitir rapidamente para a economia real", afirmou.

Mantega disse que a crise impacta menos os países emergentes como o Brasil, mas afirmou que não se pode acreditar na "tese do não-contágio". No Brasil, o principal problema é a falta de crédito, principalmente para o comércio exterior, segundo o ministro.

"Nós temos conseqüências no Brasil desse problema de liquidez. Houve um travamento do crédito para o comércio exterior. Esse crédito escasso levou a uma elevação dos spreads. O custo financeiro está muito elevado", afirmou.

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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