FMI estuda abrir crédito de curto prazo a países bem administrados
da France Presse, em Washington
O número dois do FMI (Fundo Monetário Internacional), John Lipsky, anunciou nesta terça-feira que a instituição está considerando a possibilidade de criar um programa de empréstimos para dar liquidez de curto prazo a "países com fundamentos sadios, temporariamente expostos a pressões de financiamento".
"Como acabar com as crises econômicas e financeiras requer medidas imediatas, o Fundo estuda ativamente o lançamento de um novo programa de empréstimos de liquidez a curto prazo", afirmou Lipsky em discurso na Associação de corretores e de Mercados Financeiros (SIFMA) em Nova York, cuja transcrição foi distribuída em Washington.
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Lipsky não precisou as condições destes empréstimos, que se somariam aos previstos pelos estatutos atuais, destinados às economias com dificuldades profundas.
Na sexta-feira, o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, anunciou que o organismo tem a intenção de emprestar US$ 2,1 bilhões à Islândia, um dos países que teve suas contas públicas bastante abaladas pela crise financeira internacional.
Devido às turbulências nos mercados, o governo da Islândia se viu obrigado a estatizar a maior parte de seu sistema bancário. Ao mesmo tempo, os juros de sua dívida dispararam e a moeda nacional perdeu 70% de seu valor. Durante a semana, o país negociou com o FMI e vários países, como Rússia, Japão e seus vizinhos nórdicos, a possibilidade de receber ajuda para sair do atoleiro.
Porém, até o momento, o FMI foi o único que colocou dinheiro sobre a mesa. Ao todo, o órgão vai colocar à disposição US$ 2,1 bilhões ao longo de dois anos, assim que seu Conselho Executivo ratificar o princípio de acordo no começo de novembro.
O objetivo da entidade, segundo um comunicado, é ajudar o país a "se ajustar à crise econômica de uma forma mais ordenada e menos dolorosa", dado o "colapso" de seu sistema bancário.
O FMI já disse contar com US$ 250 bilhões para essas operações. A Ucrânia pode receber US$ 15 bilhões desse bolo em dois anos, segundo seu governo, enquanto o Paquistão pode precisar de US$ 10 bilhões.
Outros países da leste da Europa provavelmente engrossarão a lista de pedintes, devido aos seus altos déficits em conta corrente, que os tornam dependentes do capital externo em um momento no qual os investidores fogem de ativos de risco.
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