Dinheiro
28/10/2008 - 17h42

Previsão de industriais paulistas aponta chegada da crise em outubro

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YGOR SALLES
da Folha Online

Apesar de o nível de atividade da indústria paulista ter avançado em setembro, o próximo mês poderá trazer um tom mais pessimista por causa da chegada efetiva da crise financeira global, disse nesta terça-feira o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Francini.

Francini baseia sua opinião no Sensor Fiesp de outubro, que tem como objetivo antecipar como será a atividade industrial no Estado para o mês que ainda não acabou. O indicador principal ficou em 50,4 pontos, bem menor que os 54,8 pontos da pesquisa de setembro. A queda mostra uma quebra da seqüência de otimismo dos industriais paulistas, já que há pelo menos cinco meses o indicador estava próximo dos 55 pontos.

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Além disso, dos cinco sub-itens da pesquisa, quatro (mercado, vendas, estoque e investimentos) tiveram retração de setembro para outubro, e um (emprego) se manteve estável.

"Esses números chamam a atenção por causa da variação em relação aos meses anteriores", disse Francini. "A perspectiva positiva desapareceu." Com isso, diz o diretor da Fiesp, é muito provável que o INA (Indicador do Nível de Atividade), que subiu 3,7% em setembro e não deu sinais de crise, traga números menos otimistas em outubro.

Previsões obscuras

Por causa da crise, Francini informou que a Fiesp ainda não fez a revisão de suas projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e da atividade industrial para 2008 e 2009.

Sobre 2008 o número não deve mudar muito. "Temos que lembrar que três quartos do ano já passaram. Mesmo que o quarto trimestre tenha um desempenho pior que o esperado, não deve afetar muito", disse. Por isso, explicou, a previsão de 5,4% para o PIB não deve oscilar muito.

Já as previsões para 2009 devem ser mais complicadas porque ninguém sabe qual é o tamanho do problema. "Sabemos que será pior do que 2008, o que não responde muita coisa", disse. Para ele, as únicas coisas certas sobre a crise é que é grave, que todos os países serão afetados e que é longa, a ponto de ser medida "por semestres ou até por anos."

Sobre como o Brasil ficará diante dessa situação, Francini apenas ressaltou que o país pode aspirar ter um desempenho melhor que a média. "Mas isso não é esclarecedor. Se o mundo crescer 4% menos, podemos ter retração de 2%. Seremos melhores, mas ainda assim teríamos um resultado ruim", disse.

Crédito

A principal fonte de estresse causado pela crise para a indústria paulista e o empresariado em geral, diz Francini, é a redução do crédito. "A percepção [sobre o efeito da falta de crédito] ainda é difusa. Só está claro, por enquanto, o aumento do custo", disse o diretor da Fiesp.

Ele ressaltou que a falta de recursos externos pressionou ainda mais o sistema creditício porque quem captava no exterior teve que se voltar ao mercado interno. "O resultado foi o aumento generalizado do custo do crédito, que foi o que os empresários perceberam", disse. Um exemplo é o custo do ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio), linha muito usada por empresas exportadoras, que "no mínimo dobrou."

O outro motivo para a dificuldade de obter financiamentos é a "desconfiança generalizada" causada pelas perdas que algumas empresas tiveram com apostas no mercado cambial. "Seria bom se resolvessem isso logo porque é mais uma nuvem na atual situação", disse o diretor da Fiesp.

Comentários dos leitores
isidorio silva (129) 09/11/2009 21h04
isidorio silva (129) 09/11/2009 21h04
SE o Pres. LULA TÁ com tanto dinheiro sobrando,(pra fazer reserva de caixa) , porque ele não aprova a recuperação dos salários dos velhinhos aposentados.Que tão aí sofrendo as perdas nos ultimos anos. sem opinião
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isidorio silva (129) 09/11/2009 21h01
isidorio silva (129) 09/11/2009 21h01
Não gosto de fazer critícas aos comentários de quem tem a coragem de dar a cara a bater neste espaço,mas gostaria de responder ao depoimento do colega internáuta ,que citou que nós devemos comparar o Governador José SERRA ,que fugiu do Brasil num porta mala e a nossa Ministra que participou de assaltos, sequestros e outras coisas e depois foi torturada nos porões do DOI-CODI .Pelas palavras dele ,até parece que ele tá defendendo ela agora,mas na época da sua prisão ele deveria ser ,um dos que a torturaram. sem opinião
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adali adali (177) 09/11/2009 17h51
adali adali (177) 09/11/2009 17h51
Na eleiçõe, os brasileiros tem duas opções: escolher um homem froucho que na hora da luta na ditadura militar foge para o exterior de calças borrada num porta malas ?, ou escolher uma Mulher corajosa, competente e patrióta que decide ficar no Brasil e arriscar sua própia vida pelo ideal da democracia!. Quem voce escolherá para presidir o Brasil: Um homem froucho borrado e fujão? ou uma Mulher patrióta corajosa e determinada! serra ? ou Dilma! 4 opiniões
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