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Dinheiro
29/10/2008 - 12h45

Bancos centrais agem sobre taxa de juros; Noruega reduz para 4,75%

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da France Presse, em Oslo

O Banco Central da Noruega reduziu nesta quarta-feira a taxa básica de juros, pela segunda vez em duas semanas, em meio ponto percentual, a 4,75%.

A instituição atribuiu o corte à crise financeira mundial, que afetou a economia norueguesa mais que o previsto.

Nesta quarta-feira, o Banco do Povo da China (BC do país) já anunciou redução da taxa de juros de depósitos e empréstimos. A taxa de juros de empréstimos em yuans de um ano ficou em 6,66%, contra a taxa anterior de 6,93%. Os juros de depósitos em yuans de um ano ficaram em 3,60%, contra os 3,87% anteriores.

Há também a expectativa de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) corte hoje a taxa de juros norte-americana, de 1,5%, para 1%. No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia a nova taxa básica de juros, após o encerramento dos pregões. Boa parte dos economistas do setor financeiro acredita que o Comitê vai manter os juros em 13,75%.

O mercado europeu também tem reagido desde segunda-feira à declaração do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, de que considera "possível" uma nova redução das taxas de juros na próxima reunião do comitê de política monetária.

O BCE decidiu em 8 de outubro passado reduzir os juros a 3,75%, ante os 4,25% que vinha mantendo, como parte de uma ação coordenada com vários bancos centrais.

Na contramão, o banco central da Islândia aumentou ontem (28) em seis pontos percentuais da taxa básica de juros, a 18% ao ano, no momento em que o país luta desesperadamente para evitar a falência. O anúncio foi feito menos de duas semanas depois do BC islandês ter reduzido a taxa de juros em 3,5 pontos, a 12%.

O Banco Nacional da Dinamarca (BC do país) aumentou na sexta-feira (24) em meio ponto as taxas de juros no país, para 5,50%, com o objetivo de fortalecer a coroa dinamarquesa. Trata-se da segunda alta em menos de três semanas, depois da anunciada no último dia 7, quando os juros passaram de 4,6% para 5%.

Seis bancos centrais --Federal Reserve (Fed, o BC americano), Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)-- cortaram suas taxas de juros ao mesmo tempo no último dia 8, esperando que um barateamento do crédito aliviasse também a pressão sobre a taxa Libor (juro interbancário no mercado internacional), facilitando as trocas de capitais entre as instituições bancárias.

 

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