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Dinheiro
29/10/2008 - 15h29

Bolsas européias fecham em alta com perspectiva de corte dos juros

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da Folha Online

As principais bolsas européias dispararam nesta quarta-feira, fechando em forte alta no dia seguinte à espetacular recuperação de Wall Street e horas antes de um provável corte das taxas de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 ganhou 9,23% a 3.402,57 pontos. A Bolsa de Londres teve alta de 8,05% a 4.242,54 pontos. O índice Ibex-35 de Madri também avançou (9,42%), a 8.650,10 pontos. Na Itália, a Bolsa de Milão avançou 8,48% no índice MIBTel, que foi para 15.874 pontos.

A trajetória negativa ficou por conta da Bolsa de Frankfurt, que fechou em baixa de 0,31%, aos 4.808 pontos, arrastada pela queda das ações da Volkswagen, que recuaram após dois dias de grande valorização motivada pela notícia da tomada de controle pela Porsche. Ontem, Wall Street encerrou em alta de 10,88%.

A aposta de corte nas taxas de juros nos Estados Unidos, no Japão e na Europa, e a estabilização do mercado de câmbio e os preços do petróleo --somados à diminuição das vendas de fundos especulativos- contribuíram para a alta dos mercados.

Em Tóquio, a queda do yen ante o dólar e as informações da imprensa sobre um possível corte da taxa de juros em 0,25 ponto percentual foi um sopro de otimismo aos investidores. No resto da Ásia, o panorama foi mais modesto.

Nesta quarta-feira, o Banco do Povo da China (BC do país) já anunciou redução da taxa de juros de depósitos e empréstimos. A taxa de juros de empréstimos em yuans de um ano ficou em 6,66%, contra a taxa anterior de 6,93%. Os juros de depósitos em yuans de um ano ficaram em 3,60%, contra os 3,87% anteriores.

Há também a expectativa de que o Fed corte hoje a taxa de juros norte-americana, de 1,5%, para 1%. No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia a nova taxa básica de juros, após o encerramento dos pregões. Boa parte dos economistas do setor financeiro acredita que o Comitê vai manter os juros em 13,75%.

O mercado europeu também tem reagido desde segunda-feira à declaração do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, de que considera "possível" uma nova redução das taxas de juros na próxima reunião do comitê de política monetária.

O BCE decidiu em 8 de outubro passado reduzir os juros a 3,75%, ante os 4,25% que vinha mantendo, como parte de uma ação coordenada com vários bancos centrais.

O Banco Central da Noruega reduziu hoje a taxa básica de juros, pela segunda vez em duas semanas, em meio ponto percentual, a 4,75%. A instituição atribuiu o corte à crise financeira mundial, que afetou a economia norueguesa mais que o previsto.

 

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