Dinheiro
29/10/2008 - 16h48

Veja a nota do Fed sobre o corte dos juros para 1%

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da Folha Online

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) reduziu sua taxa de juros nesta quarta-feira para 1% ao ano, nível visto pela última vez em maio de 2004. A decisão vem depois de o banco já ter, neste mês, efetuado um corte de 0,5 ponto percentual em caráter de emergência, em uma ação coordenada com outros bancos centrais.

Veja a íntegra do comunicado do Federal Reserve (Fed, o BC americano) sobre a decisão.

"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje reduzir sua meta para a taxa dos fundos federais em 50 pontos-base, para 1%.

O ritmo da atividade econômica parece ter caído acentuadamente, devido em grande parte a um declínio nos gastos dos consumidores. Os gastos com equipamentos profissionais e a produção industrial enfraqueceram nos últimos meses e a atividade econômica em desaceleração em muitas economias estrangeiras está reduzindo as expectativas para as exportações americanas. Além disso, a intensificação da turbulência no mercado financeiro provavelmente irá exercer uma contenção adicional sobre os gastos, em parte pela redução maior na capacidade dos domicílios e das empresas de obter crédito.

À luz desses declínios nos preços da energia e de outras commodities e as perspectivas fracas para a atividade econômica, o comitê espera que a inflação fique moderada nos próximos trimestres, em níveis consistentes com a estabilidade de preços.

Recentes ações de política monetária, incluindo a redução de hoje na taxa, cortes coordenados de juros por bancos centrais, medidas extraordinárias sobre liquidez e medidas oficiais para reforçar os sistemas financeiros devem ajudar ao longo do tempo a melhorar as condições de crédito e a promover uma volta a um crescimento econômico moderado. Não obstante, os riscos de baixa ao crescimento permanecem. O comitê vai monitorar os desenvolvimentos econômicos e financeiros com cuidado e vai agir conforme o necessário para promover o crescimento econômico sustentável e a estabilidade de preços."

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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