Dinheiro
29/10/2008 - 17h09

Dificuldade das indústrias em obter crédito é a maior em cinco anos, diz pesquisa

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YGOR SALLES
da Folha Online

Desde 2003 as indústrias não têm tanta dificuldade em obter crédito, mostrou nesta quarta-feira a Sondagem da Indústria de Transformação da FGV (Fundação Getulio Vargas) relativa ao quarto trimestre do ano.

Segundo a pesquisa, 33% dos entrevistados disseram que o grau de exigência para obter crédito se elevou, e apenas 3% indicaram maior facilidade. Trata-se de uma posição completamente inversa ao do terceiro trimestre, quando 16% apontaram maior dificuldade e 27% indicaram mais facilidade.

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O saldo entre um e outro não era tão alto desde a sondagem para o terceiro trimestre de 2003. Na ocasião, foram 44% dos industriais indicando maior exigência e 8% apontando maior facilidade.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloisio Campelo Junior, a natureza da dificuldade na obtenção do crédito nos dois casos são diferentes. "Em 2003, os empresários questionavam o crédito porque estava caro demais, os juros tinham subido nos primeiros meses do governo do Lula. Agora tem o componente dos juros, mas não tão importante, e o problema da falta de liquidez gerada pela crise financeira", explicou.

A pesquisa também detectou o problema que as empresas exportadoras estão tendo em obter financiamentos em dólares, através de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio) ou outros instrumentos.

Entre os quatro dos 21 gêneros industriais pesquisados pelo FGV que indicaram maior dificuldade em conseguir crédito, três possuem uma porcentagem de vendas que são externas maior do que a média das empresas analisadas, que é de 24%. São os casos de material de transporte (29,1%), mecânica (33,8%) e metalurgia (31%).

A exceção é para as indústrias de materiais plásticos, justamente a que indicou mais dificuldade --48% disseram que a exigência para obter crédito subiu, e ninguém apontou redução. Porém, esse setor tem como principais clientes os ramos de construção civil e automobilística, que por sua vez tem a grande maioria de suas vendas dependente de financiamentos.

Para Campelo, o problema do crédito foi fundamental para que as empresas do setor industrial reduzissem sua confiança de setembro para outubro em 11,7%. O ICI (Índice de Confiança da Indústria) despencou de 102,2 pontos para 106,1 pontos no período.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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