Dinheiro
29/10/2008 - 18h01

Brasil fecha acordo de US$ 30 bi com BC dos EUA para combater crise

Publicidade

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central do Brasil e o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) anunciaram hoje o estabelecimento de uma linha de "swap" (troca) de dólares americanos por reais no valor de US$ 30 bilhões.

Segundo o BC, essa linha será utilizada para incrementar os fundos disponíveis para as operações em dólares feitas pelo BC no Brasil. Isso inclui os leilões de dólares realizados por aqui. A linha é válida até 30 de abril de 2009.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja a lista de medidas já anunciadas no Brasil

"Este acordo é parte da estratégia de atuação do BC no combate aos efeitos da turbulência financeira internacional sobre a economia brasileira e evidencia a importância da estreita cooperação entre autoridades monetárias na atual conjuntura internacional", diz o BC do Brasil em nota. "A participação do BC nesse acordo contribuirá para preservar o Sistema Financeiro Nacional das restrições de liquidez no mercado financeiro internacional."

O Fed, por sua vez, indicou que a disponibilização da linha de crédito "é uma resposta às grandes preocupações com a crise financeira global, que se expandiu para as economias emergentes de mercado".

"Estas linhas de crédito, da mesma forma que aquelas estabelecidas com outros bancos centrais, têm como objetivo aumentar as condições de liquidez nos mercados financeiros mundiais e mitigar a ampliação das dificuldades para comprar em dólar americano, financiando economias fundamentalmente saudáveis e bem administradas", diz o Fed.

Rede global

O anúncio de hoje inclui também o BC de Cingapura, o Banco da Coréia e o Banco do México, em montantes e prazos iguais.

O BC informou que "estes bancos centrais, de economias emergentes com políticas econômicas responsáveis e importância sistêmica", vão se juntar a uma rede global de "swaps" de moedas.

Já fazem parte dessa rede os BCs da Austrália, Canadá, zona do euro, Dinamarca, Inglaterra, Noruega, Nova Zelândia, Suécia, Suíça e o próprio Fed.

"O BC tomará as medidas regulamentares e operacionais necessárias para a implementação desta iniciativa, observando-se os limites e condições a serem estabelecidos pelo CMN [Conselho Monetário Nacional]", disse a nota.

Comentários dos leitores
Marco Hundsdorfer (32) 24/11/2009 19h06
Marco Hundsdorfer (32) 24/11/2009 19h06
Aos moderadores da folha.
Porque minhas mensagens são bloqueadas?
Não utilizei nenhum termo de baixao escalão e minha ultima mensagem tem grande importância.
Não entendo.
Todo mundo "bate boca" e eu não posso postar um comentário sobde o INSS...
O que esta havendo?
sem opinião
avalie fechar
Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Gostaria de mudar um pouco o "foco" desta conversa para uma realidade que nos diz mais respeito.
O Foco é o INSS. O Assunto: Aposentadorias e Auxílio Doença.
Assisti ha alguns dias um debate sobre o fim do "fator previdenciário" que tramita no congresso. Como sempre argumentos politiqueiros contra e a favor, pois "no ponto chave" ninguém põe o dedo (Aposentadoria dos funcionários públicos).
O que me deixa desconsertado é que, onde vivo, (Ponta Grossa - Paraná), o INSS esta negando praticamente a todo mundo o auxílio doença (Até gente com mãos amputadas ou com câncer!). O INSS esta tirando a aposentadoria de pessoas idosas já aposentadas há anos!
Eu meu caso em particular, minha esposa sofre de uma doença reconhecida internacionalmente que se chama FIBROMIALGIA. A doença é reconhecida pela Sociedade Americana de Reumatologia e possui 5 níveis. Infelizmente minha esposa esta no 5º nível. Esta doença é tratável, porem ,no caso de minha esposa, com derivados sintéticos de morfina (Metadona).
O INSS dá a "entender" que a doença não existe, mesmo a mesma possuindo SID.
A pergunta é: É assim que o governo pretende economizar e fazer caixa? Em cima de quem vai receber pouco mais de 1 salário mínio para comprar remédios? Ou retirando aposentadorias de maneira ilegal?
Fica a pergunta para o governo.
Para os moderadores da folha: Por favor este é um assunto importante. As pessoas precisam saber que o que o INSS esta fazendo é ilegal e imoral.
sem opinião
avalie fechar
Guilherme Lemmi (226) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (226) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
28 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4304)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca