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Dinheiro
29/10/2008 - 18h24

Bovespa fecha em alta de 4,37% após redução de juros nos EUA

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emendou o segundo dia de forte valorização, a reboque do ânimo dos investidores com o corte dos juros básicos promovido pelo Federal Reserve. Para economistas do setor financeiro, o banco central americano deixou a porta aberta para outros ajustes da taxa básica local. A ansiedade dos investidores não acabou por essa semana: amanhã, o governo americano divulga uma revisão da evolução do PIB local no terceiro trimestre. Analistas temem que os números oficiais revelem um declínio de 0,5%.

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O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, ganhou 4,37% no fechamento e alcançou os 34.845 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,96 bilhões. O mercado brasileiro foi favorecido também recuperação dos preços das commodities (matérias-primas). As ações brasileiras preferidas pelos investidores são de empresas ligadas aos setores de petróleo e gás, bem como minerais metálicos.

O exemplo mais visível é o petróleo: o barril subiu quase 10% e bateu a cotação de US$ 68,8 na praça de Nova York (Nymex).

A ação preferencial da Petrobras valorizou 6,73%; a ação preferencial da Vale, outro papel bastante influente da Bolsa, subiu 2,39%. Juntas, as duas ações movimentam mais de 30% do giro total da Bolsa.

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,143 na venda, um recuo de 2,05% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 483 pontos, número 8,7% abaixo da pontuação anterior.

O Banco Central interferiu no mercado de câmbio com dois leilões de "swap" cambial, colocando US$ 1,08 bilhão desses contratos junto aos agentes financeiros. Os contratos de "swap" cambial oferecem proteção ao agente financeiro contra as oscilações do câmbio, o que tende a tirar pressão sobre os preços da moeda americana.

As Bolsas européias encerraram os negócios de hoje em terreno positivo, a exemplo de Londres (7,14%), Paris (9,23%), com exceção do mercado de Frankfurt (baixa de 0,30%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York sustentou uma alta durante boa parte do pregão, mas caiu 0,82% no fechamento.

O Federal Reserve (banco central dos EUA) decidiu reduzir os juros básicos da economia americana de 1,5% ao ano para 1%. Em seu "statement" (comunicado pós-reunião), a autoridade monetária americana salienta o desaquecimento da economia americana e reforça a expectativa de inflação moderada.

"O ritmo da atividade econômica parece ter caído acentuadamente, devido em grande parte a um declínio nos gastos dos consumidores", afirma o colegiado de diretores do Fed. Citando a redução nas cotações do petróleo e demais commodities desde o final do primeiro semestre, o Fed afirma ainda esperar "que a inflação fique moderada nos próximos trimestres, em níveis consistentes com a estabilidade de preços".

Para o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, "o comunicado de hoje intensifica a percepção de recessão que já vinha desde a mudança extraordinária [o corte de 2% para 1,5%]". Segundo Gonçalves, "fica aberta a porta para cortes adicionais da taxa de juros e novo pacote fiscal".

No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia a nova taxa básica de juros do país, logo após o fechamento dos mercados. A maioria dos economistas do setor financeiro estima que a taxa básica será mantida em 13,75% ao ano.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (79) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (79) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... 4 opiniões
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Henrique Silva (209) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (209) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
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Eduardo Giorgini (444) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (444) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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