Dinheiro
29/10/2008 - 22h21

Lula reafirma que bancos oficiais vão garantir oferta de crédito automotivo

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, durante abertura da 25ª Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, que o governo vai "tomar conta de alguns setores da economia, e um deles é o automotivo". Ele destacou que os bancos oficiais vão poder socorrer financeiras do setor, que o Brasil está preparado para a crise e que o país vai tomar as medidas necessárias para combatê-la.

"Essa 25ª Feira do Automóvel se dá num momento extraordinário do nosso país. Mas ela se dá quando tomamos café, almoçamos e jantamos com noticiário de crise", afirmou o presidente.

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Para Lula, esta é uma crise muito maior do as vistas nos anos 1990 na Ásia, Rússia e México. "As três juntas envolveram US$ 200 bilhões. Esta já envolveu US$ 4 trilhões de dólares. É uma crise tão ou mais séria do que a de 1929, que nasce no coração da principal economia do mundo e se espalha pela Europa.'

Para o presidente, no entanto, o Brasil está tomando as medidas certas para evitar que a crise alcance o setor produtivo e a economia real. "A crise, que ainda não chegou para o setor produtivo, vai chegar se a gente permitir que o pânico tome conta [...] O momento é de ousadia. Não há razão para o Brasil entrar numa crise psicológica. Não podemos entrar na síndrome de pânico e paralisar nossas atividades por causa da crise", afirmou.

Na área automotiva, uma das mais importantes da economia e que depende da oferta de crédito, o presidente ressaltou a edição da medida provisória que permitirá ao banco do Brasil e Caixa Econômica federal socorrer financeiras que enfrentam dificuldade.

Segundo o presidente, os bancos estão "com disposição de comprar carteiras de bancos de investimentos e empresas financeiras para não faltar crédito."

O presidente voltou a afirmar que a crise é resultado 'da irresponsabilidade de quem quer ganhar dinheiro sem produzir absolutamente nada".

Ele destacou, também, o Brasil pode evitar danos mais graves com as turbulências por tem "possibilidade de expansão do mercando interno em comparação com o dos países desenvolvidos, bom saldo da balança comercial e reservas internacionais". "Eu não quero ser profeta do apocalipse nem vender otimismo, mas esse país nunca esteve tão bem para enfrentar estas e outras crises", afirmou.

Sobre a área de construção civil, o presidente afirmou que haverá medidas. "Precisamos de duas coisas: crédito para [a construção de] casas e financiamento para quem quer investir".

Nesta quarta, a Caixa Econômica Federal confirmou informou que vai disponibilizar uma linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para empresas de construção civil. Além disso, o governo vai permitir outros bancos direcionem mais recursos da poupança para essas empresas. O governo vai criar um fundo com base nos dividendos que seriam pagos pela Caixa à União até 2010. O fundo terá de R$ 1,050 bilhão, ou seja, vai garantir 35% das operações.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
É certo que em vários aspectos Obama não tem conseguido furar o bloqueio e seguir em frente com seus nobres ideais. Isto, devido as fortes pressões que vem sofrendo de certas "fontes de poder" que movidas pela ganância, só enxergam o próprio umbigo. No entanto, no que se refere aos aspectos econômicos, cabe lembrar que não foi ele o responsável pela derrocada econômico-financeira. Aliás, para quem assumiu os EUA num colapso financeiro total, o seu governo está indo além das expectativas. Sabe-se bem que o governo americano se viu obrigado a intervir com altas cifras no mercado, socorrendo empresas e criando projetos públicos na tentativa de manter parte dos postos de trabalho, sem o que o cenário estaria ainda bem pior. Isso acarretou aumento do déficit público. Com a zona do euro com uma taxa de desemprego devendo chegar a 10,9% até o final de 2010. O Japão com uma estimativa de 5,7% no quarto trimestre deste ano, passando a declinar apenas a partir daí, mas, em ritmo lento, e assim por diante... Aos norte-americanos, só lhes resta ter paciência. Eles queriam o quê? Por terem consumido mais do que deviam e podiam, arrastaram a economia mundial pro buraco com seus títulos podres. Quanto ao fato dos "críticos comentarem" que "Obama não conseguiu obter concessões significativas em comércio e moedas de parceiros como a China". Neste último caso, por exemplo, também é bom lembrar que quando Bush deixou o governo, a China já era a maior detentora de títulos da dívida norte-americana e aos EUA lhes resta "dançar conforme a música". 14 opiniões
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Eduardo Giorgini (419) 21/11/2009 21h43
Eduardo Giorgini (419) 21/11/2009 21h43
"Obama pede paciência aos americanos na questão econômica"
Eleitorado Norte-Americano é exigente. Quase 1 ano de Obama e a popularidade esta caindo e nem precisou se envolver em escandalos de corrupção.
Parabéns aos Norte-Americanos.
[]s
Eduardo.
7 opiniões
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