Dinheiro
30/10/2008 - 09h44

BID pede que Ásia invista na América Latina apesar de crise econômica

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ISABEL CONDE
da Efe, em Tóquio

O presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Luis Alberto Moreno, pediu hoje aos empresários asiáticos que não caiam na tentação de deixar de investir na América Latina e no Caribe por causa da crise econômica mundial.

Vários líderes latino-americanos, entre eles o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, participaram de um fórum de comércio e investimento entre Ásia e América Latina, que começou hoje em Tóquio e que é organizado com o objetivo de fortalecer os laços comerciais entre as duas regiões.

'Freqüentemente, em tempos difíceis, existe a tentação política entre os países de reduzir seus compromissos com o resto do mundo, uma tentação de tratar o mundo exterior mais como uma ameaça do que como uma oportunidade', declarou Moreno na abertura do fórum.

"Esta redução seria um grave erro", advertiu o presidente do BID ante representantes de mais de 500 empresas latino-americanas, japonesas e sul-coreanas.

Moreno se comprometeu com a continuação, por parte do BID, da luta para minimizar os efeitos da crise econômica nos países da América Latina e do Caribe, e, entre as medidas dispostas, lembrou a aprovação de empréstimos para a região no valor de mais de US$ 10 bilhões.

Já Santos disse que "a Ásia, com seus trilhões de dólares em reservas, pode e deve se transformar no grande mecanismo de financiamento" de muitos projetos que agora encontram impedimentos para seguir em frente na América Latina pela situação instável.

O vice-presidente destacou o investimento particular japonês nas obras de ampliação do canal do Panamá, depois que os sindicatos propuseram o adiamento do projeto diante do aumento dos custos em virtude da crise.

Além disso, Santos destacou que pela primeira vez a América Latina "está olhando integralmente para a Ásia" como região de oportunidades de negócio.

"A crise afeta a todos: na América Latina e na Ásia se sentiu uma desaceleração. A situação de financiamento começa a apertar e é aí onde temos imensas oportunidades de encontrar novos espaços para o financiamento de muitos destes projetos, que são viáveis e rentáveis", afirmou o vice-presidente colombiano.

O BID anunciou, no último dia 13, que proporcionará aos seus parceiros até US$ 6 bilhões para o combate à crise no terreno financeiro, enquanto a CAF (Corporação Andina de Fomento) terá disponíveis US$ 2 bilhões e o Fundo Latino-americano de Reservas outros US$ 2,7 bilhões.

A iniciativa responde aos pedidos de alguns países latino-americanos, que vêem com preocupação a falta de liquidez nos mercados e a aversão ao risco dos investidores, o que provocou uma saída do capital estrangeiro.

O vice-presidente de setor privado do BID, Steven Puig, disse à Agência Efe que vários países da região já expressaram seu interesse em receber fundos para aumentar a liquidez através desta iniciativa.

Puig ressaltou que espera que os principais interessados sejam países da América Central, do Caribe e as menores nações da América Latina --os mais castigados pela crise na região--, que poderão receber até US$ 500 milhões cada um.

Apesar das medidas de estímulo econômico, Moreno reconheceu que as últimas análises do BID indicam que, possivelmente, o crescimento econômico da região da América Latina e do Caribe não alcançará 4,5%, como se previa.

"Para o ano que vem, prevemos um crescimento de 2,5% a 3%" da economia da América Latina, acrescentou o presidente do BID.

Do fórum de Tóquio também participaram outros líderes latino-americanos como a ministra de Comércio e Indústria do Panamá, Carmen Gisela Vergara, e o secretário de Comércio e Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Alfredo Chiaradía.

O fluxo comercial entre a região asiática e a latino-americana mais que duplicou durante os últimos três anos, e o fórum, que terminará amanhã em Tóquio, é a prova do fortalecimento de seus laços econômicos, informam seus promotores.

Comentários dos leitores
celso assis (68) 27/11/2009 12h34
celso assis (68) 27/11/2009 12h34
Que beleza estas agencias de classificação de risco - Moody's e Standard and Poors . Depois que os animais passaram é que veem que precisavam feicharem a porteira. O mesmo acontece aqui com analistas famosos tempos atras, mas que agora não perceberam que ficaram ultrapassados, passaram a trabalhar em orgaos da midia não tão importantes. Deveriam ir é pescar, pois schegam a ser ridiculos. sem opinião
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sydney zucchini (68) 27/11/2009 12h23
sydney zucchini (68) 27/11/2009 12h23
Dizem que já passa de cem o número de pessoas contratadas pela equipe de Franklin Martins, com a finalidade de ficar postando elogios ao governo atual nos principais foruns da internet.
Qual será o salário desse pesoal, hein? Bolsa internet...ahahah
sem opinião
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Danilo Ferreira (1) 27/11/2009 12h21
Danilo Ferreira (1) 27/11/2009 12h21
Caro Cassio Tavares; respeito a sua opinião que conforme vc mesmo afirmou é tbem a de mais de 90% da população brasileira. No entanto, só por causa disso vc vem dizer para os 6,2% restantes ficarem calados é um grande absurdo. Vivemos em um país democrático onde todos podem manifestar suas opiniões e dizer com todas as letras que esse governo não é de fato um vaso de ouro. O pior cego é aquele que não quer enxergar. E essa piadinha do sapato foi no mínimo ridicula. sem opinião
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