BC deve iniciar processo de redução de juros, defende Pochmann
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, defendeu nesta quinta-feira que o Banco Central inicie o processo de redução da taxa básica de juros (Selic) para conter a desaceleração da economia.
"Na nossa visão de ações voltadas para evitar maior desaceleração da atividade econômica, seria interessante que tivesse uma queda da taxa de juros real ou mesmo sua estabilidade com viés de baixa, e isso não ocorreu [na reunião de ontem]", disse Pochmann durante abertura da 4ª Jornada de Estudos de Regulação, na sede do Ipea, no Rio.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise
Pochmann considerou ainda que o crescimento da economia brasileira em 2008 não deverá sofrer grandes impactos devido à crise financeira internacional. Na visão do economista, os maiores efeitos que vierem a acontecer serão notados a partir do primeiro trimestre de 2009.
"No ponto de vista estatístico, o fato de crescermos em torno de 5% neste ano, se a economia não crescer no ano que vem, garante que teremos um crescimento em torno de 2% ou 2,5%. A não ser que haja recessão, o que a gente não espera", observou Pochmann, que considerou ainda que não é real imaginar uma expansão na faixa dos 4% no próximo ano.
O economista disse ainda que já se percebe uma reprogramação em termos de gastos por parte de investidores e consumidores. Ainda assim, Pochmann destacou que parte importante do crescimento econômico já foi "contratada" pelas decisões de investimento tomadas entre o final de 2007 e início deste ano.
Leia mais
- BC interrompe aumento de juros e mantém Selic em 13,75% ao ano
- Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia
- Força Sindical diz que manutenção da taxa de juros é uma "insensatez"
- Indústria se divide sobre manutenção dos juros pelo BC
- BC deve manter juros até dezembro; redução só deve começar em 2009
Especial
Livraria
| Comentários dos leitores |
|
|||||
|
|||||
| Comente esta reportagem | Veja todos os comentários (12) | ||||
| Termos e condições | |||||

Ocultar
Exibir




E sim, também é verdade, os carros no Brasil são caríssimos, se comparados com os vendidos no exterior. Preste atenção: Um carro que entra no mercado como importado, não tem muito redução de valor se passa a ser montado aqui, mesmo que o imposto de importação é muito maior.
Essas montadoras só querem ganhar dinheiro em cima do povo brasileiro! E muitos acham que tem um carro nacional. Nacional? Que nacional, que nada. O carro seria nacional se fosse desenvolvido e produzido por uma empresa nacional, e não uma subsidiária de uma montadora estrangeira, que tem que remeter lucros para fora.
O Brasil é o único país dos tais BRIC que não tem uma marca própria de automóveis de expressão. Por quê? Nós temos condições e tecnologia para fazer isso... Só falta apoio. E da própria população! Se a saudosa Gurgel tivesse isso, talvez fosse uma multinacional brasileira hoje...
E por quê um grande grupo brasileiro não pode comprar (ou incorporar) nenhuma dessas marcas estrangeiras falidas e trazê-la pra cá? Os indianos compraram a Rolls Royce...
Pensem nisso!
avalie fechar
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
avalie fechar
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
avalie fechar