Governo muda regra da poupança rural e coloca mais R$ 2,5 bi para agricultura
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O governo vai reforçar o volume de crédito para a safra 2008/2009 em R$ 2,5 bilhões. O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou nesta quinta-feira que vai aumentar o direcionamento obrigatório da poupança rural para crédito agrícola de 65% para 70% dos depósitos.
A medida foi anunciada durante audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado e será regulamentada ainda hoje pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
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O ministro também lembrou que já foram direcionados outros R$ 15,5 bilhões para o setor. O Banco do Brasil, por exemplo, adiantou o desembolso de R$ 5 bilhões. Também foram liberados outros R$ 5 bilhões de fundos constitucionais.
| Jamil Bittar/Reuters |
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| Mantega volta a afirmar que crise financeira afeta praticamente todos os países |
Além disso, o governo colocou mais R$ 5,5 bilhões por meio de uma mudança na parcela do depósito compulsório sobre depósito à vista que deve ser direcionada para o crédito rural. Os bancos são obrigados agora a direcionar 30% desse dinheiro para o crédito agrícola. A alíquota anterior, modificada há duas semanas, era de 25%.
"Quando eclodiu essa fase mais aguda da crise internacional, houve a preocupação em garantir o capital para o setor agrícola", afirmou Mantega.
Em reunião ontem com o BB, o ministro foi informado de que o banco estatal já liberou 25% a mais de crédito do que o programado para o período. Mantega não apresentou os números.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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