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Dinheiro
30/10/2008 - 13h58

Mantega descarta recessão no Brasil, mas prevê queda da arrecadação

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quinta-feira que não acredita em uma recessão no Brasil devido à crise internacional de crédito, mas já prevê uma queda na arrecadação devido ao crescimento menor estimado para o país.

"Não teremos recessão no Brasil. Posso estar errado. Pode haver queda de arrecadação, mas por enquanto não há reflexo", afirmou.

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Em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Mantega afirmou que a arrecadação menor de impostos prevista não será a ponto de comprometer as finanças públicas.

Alan Marques/Folha Imagem
Ministro Mantega diz que pior da crise pode ter passado, mas vê cenário ainda ruim
Ministro Mantega diz que pior da crise pode ter passado, mas vê cenário ainda ruim

Nos últimos anos, a arrecadação recorde do governo tem sustentado a melhora nas contas públicas. Esse crescimento vem sendo puxado principalmente pelo imposto pago sobre o lucro das empresas.

Mantega também fez recomendações aos prefeitos em relação a esse problema. "Eu acredito que haverá uma desaceleração, mas não a ponto de desequilibrar as nossas finanças. Eu recomendaria aos prefeitos que tivessem cautela, acompanhassem a arrecadação", afirmou.

Mais amena

Mais cedo, Mantega disse que já vê sinais de que o pior da crise internacional de crédito pode ter passado. Por duas vezes, no entanto, o ministro afirmou não ter certeza sobre esse diagnóstico e traçou um cenário ruim para a economia nos próximos meses.

"Podemos estar entrando em uma fase mais amena da crise. Os estados todos se mobilizaram e tomaram medidas de grande impacto que conseguiram abrandar a crise e restabelecer a confiança. São sinais. Não tenho certeza de que a fase aguda foi ultrapassada", afirmou.

Mantega citou a queda na taxa de juros internacional para empréstimos entre bancos como um desses sinais. Isso significaria que os bancos voltaram em ter confiança em emprestar dinheiro uns para os outros e, conseqüentemente, para as empresas, destravando o crédito mundial.

Apesar desse recuo, o ministro traçou um cenário negativo para a economia mundial nos próximos meses.

"O cenário para os próximos meses é de juros mais altos, crédito mais restrito e desaceleração econômica", afirmou. "Ninguém escapa dessa crise."

Comentários dos leitores
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Como entender!!!
Venezuela é um país produtor de petróleo, certo???
Como se explica que p/ encher o tanque de gasolina naquele país, vc gastar Menos de R$ 2,00 Reais
Brasil é produtor de Alcool, certo?? Um dos maiores do mundo, aqui vc não enche o tanque por menos R$ 66,00 Reais.
Argentina é Exportadora de petróleo como a venezuela????
É produtora de Alcool, como o Brasil?????
Alguém me explica como o litro da gasolina argentina que é pura e não contem alcool na mistura, e quasi R$ 1,00 a menos que a do Brasil.
Sai mais barato encher o tanque na Argentina com gasolina pura, do que encher no Brasil com 25% de mistura de alcool.
Sinceramente, isto não tem explicação srs(as).
É UM ABSURDO
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