Mantega descarta recessão no Brasil, mas prevê queda da arrecadação
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quinta-feira que não acredita em uma recessão no Brasil devido à crise internacional de crédito, mas já prevê uma queda na arrecadação devido ao crescimento menor estimado para o país.
"Não teremos recessão no Brasil. Posso estar errado. Pode haver queda de arrecadação, mas por enquanto não há reflexo", afirmou.
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Em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Mantega afirmou que a arrecadação menor de impostos prevista não será a ponto de comprometer as finanças públicas.
| Alan Marques/Folha Imagem |
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| Ministro Mantega diz que pior da crise pode ter passado, mas vê cenário ainda ruim |
Nos últimos anos, a arrecadação recorde do governo tem sustentado a melhora nas contas públicas. Esse crescimento vem sendo puxado principalmente pelo imposto pago sobre o lucro das empresas.
Mantega também fez recomendações aos prefeitos em relação a esse problema. "Eu acredito que haverá uma desaceleração, mas não a ponto de desequilibrar as nossas finanças. Eu recomendaria aos prefeitos que tivessem cautela, acompanhassem a arrecadação", afirmou.
Mais amena
Mais cedo, Mantega disse que já vê sinais de que o pior da crise internacional de crédito pode ter passado. Por duas vezes, no entanto, o ministro afirmou não ter certeza sobre esse diagnóstico e traçou um cenário ruim para a economia nos próximos meses.
"Podemos estar entrando em uma fase mais amena da crise. Os estados todos se mobilizaram e tomaram medidas de grande impacto que conseguiram abrandar a crise e restabelecer a confiança. São sinais. Não tenho certeza de que a fase aguda foi ultrapassada", afirmou.
Mantega citou a queda na taxa de juros internacional para empréstimos entre bancos como um desses sinais. Isso significaria que os bancos voltaram em ter confiança em emprestar dinheiro uns para os outros e, conseqüentemente, para as empresas, destravando o crédito mundial.
Apesar desse recuo, o ministro traçou um cenário negativo para a economia mundial nos próximos meses.
"O cenário para os próximos meses é de juros mais altos, crédito mais restrito e desaceleração econômica", afirmou. "Ninguém escapa dessa crise."
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O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
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-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
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