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Dinheiro
30/10/2008 - 16h15

Bolsas européias fecham em alta com juros dos EUA e dados de empresas

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da Folha Online

As Bolsas européias fecharam com altas moderadas nesta quinta-feira em relação à sessão anterior. Os mercados começaram o dia motivados pelo corte da taxa de juros dos Estados Unidos anunciado ontem pelo Fed (Federal Reserve, o BC americano), mas reduziram o ímpeto no transcorrer das negociações.

O índice DAX-30 de Frankfurt registrou uma alta mais expressiva entre as principais Bolsas européias, de 1,26%, a 4.869,30 pontos --mas chegou a valorizar 4,87%. Londres também reagiu bem e o índice FTSE-100 fechou em alta de 1,16%, para 4.291,6 pontos --ao longo da sessão atingiu ganhos de 2,6%.

O principal índice da Bolsa de Paris, o CAC-40, fechou em leve alta nesta quinta-feira, 0,15%, a 3.407,82 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou nesta quinta-feira em alta de 2%, para 8.822,90 pontos.

Os investidores receberam com otimismo a decisão do Fed de reduzir sua taxa de juros para 1% ao ano. Com juros menores, o custo de empréstimos pode também ficar menor e o crédito poderia ir aos poucos voltando ao normal.

Ontem, o Fed informou na nota divulgada logo após o anúncio da decisão sobre os juros --de redução de 0,5 ponto para 1% ao ano-- que o cenário da economia americana continua ruim e que fará o que for necessário para ampliar a oferta de dinheiro e estimular o consumo. A medida, no entanto, não surtiu tanto efeito nos EUA --a Bolsa de NY fechou em queda de 0,82% para o índice Dow Jones.

A Bolsa de Tóquio (Japão) fechou com alta de quase 10%. Na Coréia do Sul, o mercado avançou quase 12%. As quedas vistas nos últimos meses reduziram os preços das ações ao ponto de começarem a parecer atrativas para os investidores mais uma vez. Na Austrália, o mercado avançou 3,98%; a China subiu 2,17%; e Hong Kong fechou com ganhos de cerca de 10%.

Os resultados da Alcatel-Lucent e da Unilever também animaram os negócios, que esfriaram um pouco no transcorrer da sessão, acompanhando o movimento das Bolsas americanas, que retomaram o fôlego logo em seguida. O índice Dow Jones subia 1,7% (às 14h02, horário de Brasília), o Nasdaq avançava 1,97% e o S&P 500, 1,93%.

Hoje, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o PIB dos Estados Unidos encolheu 0,3% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio --no segundo trimestre, o PIB havia subido 2,8%. Trata-se da primeira retração no nível de atividade econômica do país desde a queda de 0,2% no quarto trimestre de 2007, e o pior resultado desde a baixa de 1,4% verificada no terceiro trimestre de 2001, quando os EUA sofreram uma aguda crise.

Porém, o que poderia ser considerado um motivo para as Bolsas caírem foi encarado de forma positiva pelo mercado, já que o número ficou acima das expectativas de analistas --que esperavam queda de 0,5%.

Entre os resultados corporativos, o grupo anglo-holandês Unilever anunciou ter registrado alta de 72% em seu lucro referente ao terceiro trimestre. A empresa informou que medidas sobre preços e redução de custos ofuscaram os aumentos nos preços das commodities. Para este ano, a expectativa de crescimento de vendas é positiva.

Já o Deutsche Bank informou ter conseguido se manter com resultados positivos no terceiro trimestre, apesar da piora na crise financeira vista desde o mês passado. A Royal Dutch Shell, por sua vez, informou crescimento de 22% do lucro no trimestre, superando as previsões dos analistas.

A montadora alemã Volkswagen também informou lucro líquido de 3,733 bilhões de euros (US$ 4,839 bilhões) entre janeiro e setembro, aumento de 28,5% em relação aos números do mesmo período do ano passado. O presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, se mostrou satisfeito com os resultados graças a uma série de modelos que respeitam o meio ambiente.

Na contramão, o grupo do setor químico Basf registrou queda de 1,4% no lucro líquido entre janeiro e setembro em comparação com o mesmo período do ano passado, até alcançar 3,225 bilhões de euros (US$ 4,2 bilhões), por causa do arrefecimento da economia.

Segundo informou nesta quinta-feira a companhia, esta queda nos lucros, a primeira nos últimos sete anos, aconteceu por causa da redução da demanda de seus principais clientes.

O euro caiu hoje no mercado de Frankfurt e fechou a US$ 1,2819, frente ao US$ 1,2862 da quarta-feira. O BCE (Banco Central Europeu) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,3035.

Com informações da Efe e da France Presse

 

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