Dólar fecha a R$ 2,10 em quarto dia de recuo; Bovespa avança 6,08%
da Folha Online
A taxa de câmbio recuou pelo quarto dia nas operações desta quinta-feira, acompanhando o movimento de recuperação mundial das Bolsas de Valores. Nos últimos negócios de hoje, o dólar comercial foi vendido por R$ 2,105, o que representa um declínio de 1,77% sobre a cotação de ontem.
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Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,240, estável sobre a taxa de quarta-feira.
| Jamil Bittar/Reuters |
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| Henrique Meirelles diz que intervenções do BC no câmbio já somam US$ 32,8 bilhões |
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 6,08% e alcança os 36.963 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,94 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York ganha 1,83%.
O Banco Central realizou um leilão de "swap" cambial, colocando no mercado US$ 979,3 milhões desses contratos. No início da tarde, a autoridade monetária promoveu três leilões de venda com compromisso de recompra. Foram aceitas quatro propostas, no montante total de US$ 860 milhões.
Hoje, o presidente do BC, Henrique Meirelles, informou que as intervenções feitas no mercado de câmbio para segurar o dólar já somaram US$ 32,8 bilhões entre os dias 19 de setembro e 28 de outubro. Somente em contratos de "swap" cambial foram US$ 20 bilhões, ainda segundo Meirelles. Esses contratos funcionam como um instrumento que fornece proteção contra a alta do dólar e ajuda a segurar a cotação da moeda.
"O que aconteceu é o que os americanos chamam de 'pull back', uma reação técnica após um período muito longo de baixa. Nós vimos o início dessa reação com muita força na terça-feira e com menos intensidade nos dias seguintes", comenta Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.
"Aquela linha de US$ 30 bilhões anunciada pelo BC, em conjunto com Fed, foi muito boa para o mercado. É como se o Fed dissesse: 'se os bancos não quiserem emprestar para as empresas brasileiras, nós emprestamos'", acrescenta.
Ontem à noite, o BC brasileiro e o Federal Reserve (banco central americano) anunciaram uma linha de "swap" de US$ 30 bilhões para troca de dólares por reais. De acordo com o órgão brasileiro, a linha será utilizada para incrementar os fundos disponíveis para as operações em dólares feitas pelo BC no Brasil.
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