Dinheiro
31/10/2008 - 09h01

Inflação na zona do euro cai para 3,2% em outubro, menor desde janeiro

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da Efe
da Folha Online

A taxa de inflação anualizada na zona do euro em outubro ficou em 3,2%, a menor desde janeiro deste ano, contra 3,6% em setembro. Os dados (preliminares) foram divulgados nesta sexta-feira pela Eurostat, a agência européia de estatísticas.

Em setembro e agosto, já haviam sido registradas quedas na taxa anualizada, ambas de dois décimos, após altas contínuas em maio, junho e julho.

A Eurostat divulgará o dado oficial de inflação, para a zona do euro, a União Européia (UE) e todos os países-membros em 14 de novembro. Se for confirmada, a taxa de outubro será a mais baixa desde janeiro, quando o Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado dos países do euro também ficou em 3,2%.

O escritório elabora a primeira estimativa sobre a evolução da inflação a partir da informação oferecida pelos países-membros e com dados sobre preços da energia.

Segundo a agência, o cálculo preliminar é muito confiável, já que, nos dois últimos anos, as estimativas coincidiram com as taxas definitivas em 15 vezes e, em outros nove casos, só se desviaram um décimo.

Confiança

A confiança dos empresários e dos consumidores da zona do euro caiu de modo acentuado em outubro, atingindo o nível mais baixo desde 1993, segundo a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE).

O índice de confiança econômica, um indicador que resume a opinião dos empresários e dos consumidores, perdeu mais de sete pontos e ficou em 80,4, contra 87,5 pontos em setembro. Trata-se da queda mais forte em um mês desde a criação deste índice, em janeiro de 1985, indicou a Comissão Européia em um comunicado.

Tal nível, nunca visto em 15 anos, é muito inferior às expectativas dos analistas, que apostavam em 85,3 pontos.

Fazem parte da zona do euro os países que utilizam a moeda única européia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal. Já a União Européia inclui: Bulgária, Dinamarca, Eslováquia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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