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Dinheiro
31/10/2008 - 09h23

Barclays recorre a investimentos do Golfo para ampliar capital

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da Efe, em Londres

O Barclays recorrerá, na maior parte, a investidores do Golfo Pérsico para realizar uma ampliação de capital de até 7,3 bilhões de libras (US$ 11,878 bilhões), comunicou hoje o banco britânico ao regulador da Bolsa de Londres.

A entidade, que hoje também anunciou uma "ligeira" alta no lucro antes de impostos nos primeiros nove meses do ano, emitirá 3 bilhões de libras (US$ 4,875 bilhões) em opções sobre ações, destinadas a esses investidores árabes, e outros 4,3 bilhões de libras (US$ 9,988 bilhões) em títulos conversíveis de forma obrigatória.

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Desta segunda quantia, 2,8 bilhões de libras (US$ 4,55 bilhões) irão a esses fundos do Golfo Pérsico e outros 1,5 bilhão de libras (US$ 2,438 bilhões) a atuais acionistas e investidores institucionais.

Assim, o Barclays, que após a ampliação estará controlado em mais de 30% por esses investidores do Golfo, rejeita novamente a liquidez oferecida pelo Governo britânico para aumentar a capitalização dos bancos do país.

"Esta ampliação de capital oferece segurança e rapidez de execução", afirmou o executivo-chefe do grupo, John Varley, em comunicado.

O presidente do banco, Marcus Agius, disse que esta operação mantém o Barclays como uma entidade "forte, independente e bem capitalizada."

Se obtiver a aprovação de seus acionistas, o Barclays emitirá títulos de dívida por um valor de 3 bilhões de libras (US$ 4,875 bilhões) à Qatar Holdings e a membros da família real de Abu Dhabi, que já são acionistas do banco.

De forma paralela, os dois investidores assinaram direitos sobre um pacote acionário pelo qual pagarão 3 bilhões de libras (US$ 4,875 bilhões) no total. Os investidores poderão exercer esses direitos ao longo dos próximos cinco anos.

Por outro lado, o Barclays emitirá 2,8 bilhões de libras (US$ 4,55 bilhões) em títulos conversíveis de forma obrigatória que terão juros anual de 9,75% e que passarão a ser ações ordinárias até julho de 2009.

Estes títulos serão destinados aos dois investidores citados e à Challenger Universal, que representa os interesses do presidente da Qatar Holdings e que é acionista do Barclays desde a ampliação de capital de 4,5 bilhões de libras (US$ 7,314 bilhões) que o grupo realizou em meados do ano.

Além disso, os atuais acionistas institucionais e outros investidores institucionais poderão optar a esse mesmo tipo de títulos por um valor total adicional de 1,5 bilhão de libras (US$ 2,438 bilhões).

Se finalmente forem exercidos todos os direitos sobre ações e forem emitidos todos os títulos conversíveis, o membro da família real de Abu Dhabi Bin Zayed Al Nahyan controlará 16,3% do grupo ampliado, enquanto a Qatar Holdings possuirá 12,7% e a Challenger Universal, 2,8%.

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
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Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
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