Vale decide reduzir atividades no Brasil e em mais quatro países
da Folha Online
A mineradora Vale do Rio Doce informou nesta sexta-feira que irá reduzir sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos devido à desaceleração da economia global. A medida afetará atividades da empresa localizadas nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior.
A atividade que mais sofre é a de minério de ferro. "A indústria siderúrgica em diversas regiões do mundo vem anunciando significativos cortes de produção, estimados em aproximadamente 20% da produção global em 2007, e com implementação imediata. Tendo em vista que a única utilização do minério de ferro é na fabricação do aço, sua demanda sofreu direta e imediatamente o efeito da retração da produção siderúrgica", disse a Vale em comunicado.
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| Marcos Issa/Bloomberg |
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| Vale planeja reduzir produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas |
Com isso, a empresa planeja reduzir a produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas anuais, o que a faria voltar ao nível de produção que tinha no início do mês de setembro --quando explodiu a crise financeira causada pelos créditos imobiliários de alto risco ("subprime").
"Para isso, paralisaremos a partir do dia 1 de novembro de 2008 as atividades de algumas minas, produtoras de minérios de menor qualidade, localizadas nos Sistema Sul e Sudeste, no estado de Minas Gerais. Estas unidades apresentam maior custo e produzem minérios de qualidade inferior relativamente aos demais produzidos pela Vale", informou a empresa.
Devido à desativação, os funcionários dessas minas entrarão em férias coletivas. Além disso, duas plantas de produção de pelotas, representando cerca de 20% da capacidade de produção da Vale, farão parada para manutenção a partir do mês de novembro.
Por tabela, outras atividades também sofrerão cortes. A produção de minério de manganês e ferro ligas no Brasil estarão paralisadas entre dezembro deste ano e janeiro de 2009. A produtora de alumínio Valesul, que fica no Rio de Janeiro, terá sua atividade limitada a 40% de sua capacidade nominal, de 95 mil toneladas métricas anuais. Por fim, a produção de caulim pela subsidiária Cadam, que fica no Amapá, será reduzida em 30% da capacidade total.
No exterior, sofrerão reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega, China e Indonésia. "Na França, a planta de ferro ligas de Dunquerque permanecerá desativada até abril de 2009, enquanto que na Noruega, na planta de Mo I Rana, a parada para a reforma de um forno se estenderá até junho de 2009", informa a empresa.
"Na Indonésia, estamos deixando de utilizar energia de geração termoelétrica e de custo mais elevado, o que levará a corte na produção de níquel da ordem de 20%, representando 17 mil toneladas métricas. Adicionalmente, a refinaria de níquel em Dalian, na China, se manterá operando a 35% de sua capacidade nominal de 60 mil toneladas métricas anuais."
Durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, a Vale rejeitou reduções de produção nas plantas no Brasil e outros países. As únicas menções que fizeram a respeito do assunto foram sobre as atividades na Indonésia e na China, que foram reiteradas no comunicado de hoje.
Apesar dos cortes, a Vale garantiu hoje que o plano de investimentos anunciado em meados de outubro será mantido "dada sua confiança nos fundamentos de longo prazo dos mercados de minérios e metais, (...) o que certamente contribuirá para a geração de milhares de empregos no futuro."
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-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
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Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
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"RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira acumula queda de 5,1% nos últimos doze meses encerrados em maio, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1991, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."
Um dado interessante é que, a redução do IPI como forma de incentivar o comércio e fazer o dinheiro continuar girando teve uma variável inesperada, o consumidor não desfrutou deste desconto integralmente (em média de 5%). .Em alguns casos o desconto do consumidor foi de apenas 2% , o resto foi agregado ao lucro do comerciante, distribuidor ou produtor. Esse percentual é apenas metade do IPCA do primeiro trimestre, ou seja não cobriu nem a inflação durante a metade do período da crise..
Ai fica a pergunta, esse desconto de 2% (que não consegue motivar consumidores que foram ás compras), o que levou as pessoas a comprarem? Conhecendo o brasileiro, sabemos que ele é um comprador emocional, quase compulsivo.
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