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Dinheiro
31/10/2008 - 10h22

Vale decide reduzir atividades no Brasil e em mais quatro países

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da Folha Online

A mineradora Vale do Rio Doce informou nesta sexta-feira que irá reduzir sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos devido à desaceleração da economia global. A medida afetará atividades da empresa localizadas nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior.

A atividade que mais sofre é a de minério de ferro. "A indústria siderúrgica em diversas regiões do mundo vem anunciando significativos cortes de produção, estimados em aproximadamente 20% da produção global em 2007, e com implementação imediata. Tendo em vista que a única utilização do minério de ferro é na fabricação do aço, sua demanda sofreu direta e imediatamente o efeito da retração da produção siderúrgica", disse a Vale em comunicado.

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Marcos Issa/Bloomberg
Vale planeja reduzir produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas
Vale planeja reduzir produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas

Com isso, a empresa planeja reduzir a produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas anuais, o que a faria voltar ao nível de produção que tinha no início do mês de setembro --quando explodiu a crise financeira causada pelos créditos imobiliários de alto risco ("subprime").

"Para isso, paralisaremos a partir do dia 1 de novembro de 2008 as atividades de algumas minas, produtoras de minérios de menor qualidade, localizadas nos Sistema Sul e Sudeste, no estado de Minas Gerais. Estas unidades apresentam maior custo e produzem minérios de qualidade inferior relativamente aos demais produzidos pela Vale", informou a empresa.

Devido à desativação, os funcionários dessas minas entrarão em férias coletivas. Além disso, duas plantas de produção de pelotas, representando cerca de 20% da capacidade de produção da Vale, farão parada para manutenção a partir do mês de novembro.

Por tabela, outras atividades também sofrerão cortes. A produção de minério de manganês e ferro ligas no Brasil estarão paralisadas entre dezembro deste ano e janeiro de 2009. A produtora de alumínio Valesul, que fica no Rio de Janeiro, terá sua atividade limitada a 40% de sua capacidade nominal, de 95 mil toneladas métricas anuais. Por fim, a produção de caulim pela subsidiária Cadam, que fica no Amapá, será reduzida em 30% da capacidade total.

No exterior, sofrerão reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega, China e Indonésia. "Na França, a planta de ferro ligas de Dunquerque permanecerá desativada até abril de 2009, enquanto que na Noruega, na planta de Mo I Rana, a parada para a reforma de um forno se estenderá até junho de 2009", informa a empresa.

"Na Indonésia, estamos deixando de utilizar energia de geração termoelétrica e de custo mais elevado, o que levará a corte na produção de níquel da ordem de 20%, representando 17 mil toneladas métricas. Adicionalmente, a refinaria de níquel em Dalian, na China, se manterá operando a 35% de sua capacidade nominal de 60 mil toneladas métricas anuais."

Durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, a Vale rejeitou reduções de produção nas plantas no Brasil e outros países. As únicas menções que fizeram a respeito do assunto foram sobre as atividades na Indonésia e na China, que foram reiteradas no comunicado de hoje.

Apesar dos cortes, a Vale garantiu hoje que o plano de investimentos anunciado em meados de outubro será mantido "dada sua confiança nos fundamentos de longo prazo dos mercados de minérios e metais, (...) o que certamente contribuirá para a geração de milhares de empregos no futuro."

Comentários dos leitores
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
Ontem ouvi no rádio um jornalista que fala sobre o mundo automotivo dizer que não houve tsunami e nem marola por que o brasileiro continua comprando carros. Ora, um habito comum ao brasileiro é a ostentação, para isso muitos se endivida para adquirir bens que não são compatíveis com seu nível de vida. Esse fenômeno podemos observar principalmente com três bens de consumo:
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
sem opinião
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Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Condenado a 150 anos e cobertura confiscada.
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
3 opiniões
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M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
Herança da crise:
"RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira acumula queda de 5,1% nos últimos doze meses encerrados em maio, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1991, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."
Um dado interessante é que, a redução do IPI como forma de incentivar o comércio e fazer o dinheiro continuar girando teve uma variável inesperada, o consumidor não desfrutou deste desconto integralmente (em média de 5%). .Em alguns casos o desconto do consumidor foi de apenas 2% , o resto foi agregado ao lucro do comerciante, distribuidor ou produtor. Esse percentual é apenas metade do IPCA do primeiro trimestre, ou seja não cobriu nem a inflação durante a metade do período da crise..
Ai fica a pergunta, esse desconto de 2% (que não consegue motivar consumidores que foram ás compras), o que levou as pessoas a comprarem? Conhecendo o brasileiro, sabemos que ele é um comprador emocional, quase compulsivo.
sem opinião
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