Dinheiro
31/10/2008 - 15h04

Bancos dos EUA devem US$ 40 bilhões a executivos, diz jornal

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da Efe, em Nova York

As grandes entidades financeiras americanas que estão recebendo recursos públicos para equilibrar suas contas devem cerca de US$ 40 bilhões a seus executivos em salários e previdência, segundo o "The Wall Street Journal".

O jornal informa hoje em sua primeira página que, em alguns casos, a dívida que essas firmas têm com seus executivos supera o montante da previdência que devem a todo o quadro de funcionários.

A Procuradoria de Nova York exigiu aos primeiros nove bancos a receber injeções de capital público, no total de US$ 125 bilhões, que divulgassem a quantia que esperavam pagar a seus executivos este ano em salários e prêmios.

Na maioria, essa dívida se refere a previdência especial para executivos e sistemas de remuneração diferenciada, incluindo bonificações, de anos prévios.

Segundo os cálculos do jornal --em alguns casos confirmados por fontes ligadas às entidades--, essas quantias chegariam a US$ 11,8 bilhões no Goldman Sachs, US$ 8,2 bilhões no JP Morgan Chase, e entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões no Morgan Stanley.

No caso do Citigroup --que, com o JP Morgan, receberá US$ 25 bilhões de fundos públicos--, o "Wall Street Journal" afirmou que a quantia fica em torno dos US$ 5 bilhões.

Esses dados são publicados justamente quando o governo dos EUA procura vias para controlar a remuneração futura dos executivos das entidades financeiras.

O jornal lembrou que a prática de contabilizar como dívida a previdência e os salários atrasados dos executivos é perfeitamente legal e comum nas grandes empresas, não só do setor financeiro.

Para elaborar seus cálculos, o jornal utilizou as somas que cada firma informou como ativos diferenciados de impostos para "remuneração diferencial" ou "benefícios e remuneração de empregados".

Além de injetar US$ 125 bilhões em nove bancos, o Tesouro dos Estados Unidos colocou uma quantia semelhante à disposição de outros bancos.

Consultado sobre os cálculos do jornal, o Tesouro disse que "cada banco que aceitar efetivo do plano governamental deverá primeiro respeitar as restrições de remuneração aprovadas pelo Congresso, e todos os bancos que estão recebendo dinheiro estão fazendo isso".

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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