Dinheiro
31/10/2008 - 17h38

Standard & Poor's reduz qualificação da dívida soberana argentina

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da Efe, em Nova York

A Standard & Poor's rebaixou hoje as qualificações à dívida soberana da Argentina devido à crescente preocupação gerada pela "deterioração no ambiente político e econômico" do país, assim como por seu impacto no Fisco.

"Espera-se que, em 2009, a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) diminua fortemente frente aos 6% esperados para 2008, dada uma combinação de alterações negativas tanto externas quanto internas", explicou a agência americana de qualificação em comunicado.

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A S&P reduziu de "B" para "B-" a qualificação da dívida de longo prazo em moeda local e estrangeira da Argentina, e de "B" para "C" a de curto prazo, enquanto manteve estável sua previsão de tendência futura.

Além disso, cortou a avaliação de transferência e convertibilidade para "B+" a partir do "BB-" anterior e manteve a classificação de risco de recuperação em quatro sobre as emissões de bônus do país.

Quanto aos fatores externos que a agência acredita que afetarão o crescimento econômico argentino, a S&P destaca o enfraquecimento da economia mundial, que "incidirá negativamente sobre os preços das matérias-primas agrícolas, cujas exportações contribuem à solidez das contas fiscais e externas."

No âmbito interno, destacou que "a surpreendente iniciativa de transferir novamente ao Estado o sistema privado de previdência afetou o mercado financeiro local e impactou no nível de confiança geral."

A agência disse que, apesar de os depósitos públicos fornecerem certa proteção para os próximos 12 meses, o governo deve enfrentar amortizações no valor de US$ 12 bilhões, o que representa cerca de 4% do PIB.

Destas amortizações, 30% correspondem a pagamentos de empréstimos garantidos.

A S&P justificou a qualificação de estável para a tendência futura dizendo que considerou tanto a margem de financiamento com que conta o Executivo quanto os riscos nos próximos dois anos para "fechar sua brecha de financiamento em um contexto de desaceleração econômica e, potencialmente, crescentes pressões políticas."

Qualquer desvio fiscal significativo complicaria o programa de financiamento do governo e, portanto, poderia causar um rebaixamento da qualificação, advertiu S&P.

Comentários dos leitores
Cara Profa. Marilia Cunha,
Muito pertinentes e oportunos seus comentários. Gostaria de reforçá-los lembrando a alguns dos Internautas que insistem em emitir comentários falaciosos e mesmo grosseiros contra o Presidente Lula, que no campo educacional Ele foi o primeiro Governante (após a redemocratização do País) que deu a atenção para o Ensino Técnico direcionando recursos para a ampliação da rede de Cefets e Etecs. Adicionalmente, que eu saiba no atual governo promove-se um dos maiores programas (se não for o maior) mundiais de conexão digital de escolas públicas (em banda larga) à Internet e implantação de laboratórios de TIC.
Enfim, tantos exemplos e nos variados campos (a mencionada educação, ciência e tecnologia, inclusão digital, valorização do servidor público, defesa, política internacional => alguém lembra do que representaria a adesão aos preceitos preconizados pela ALCA: vide Argentina de Menem) que causa-me espanto a leitura de alguns comentários.
sem opinião
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Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Srs., este forum, ou mesmo qualquer outro, serve para se expresar opiniões e não para se tentar exorcisar os outros, numa discussão para se ver quem tem razão.
O fato é que FHC deu contribuições enormes para o Brasil e deixou muita coisa nos trilhos para que o LULA viesse e colocasse a cereja no bolo. Muitas das realizações do LULA se deram porque o mundo todo vinha numa tocada forte. Nosso sistma bancário não foi criado nem fortalecido pelo LULA, e só por isso não embarcamos na onda mundial com força.
O Brasil, precisa sim, adotar uma postura mais humilde. Estamos vivendo uma sem justificativa em alguns setores que não tem razão. O lucro das nossa empresas não está refletindo a alta na bolsa na mesma proporção. O Brasil está bem, mas precisa de cautela. Muita cautela.
A coisa mais sensata que lí até agora aqui, foi chamar atenção para nossa dívida interna. Este governo está gastando horrores!!!! Olhar as reservas cambiais e se gabar disso é sim um erro grotesco e não precisa ser nenhum catedrático matemático. Minhas filhas em fase de alfabetização fariam esta conta.
Vamos deixar essa disputa de que LULA é melhor que FHC, ou que PT é melhor do que outros...ninguém é melhor do que ninguém...todo mundo erra e todo mundo acerta....nunca na história deste País houve um Presidente perfeito e nem vai existir. São todos parte de um sistema político falido, cheio de conchavos, negociatas e cocitas que estamos cansados de ver todos os dias nos noticiarios.
2 opiniões
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Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
O câmbio brasileiro fugiu do parâmetro neutro segundo o ministro e já causa problemas na economia, diminuindo radicalmente o setor de exportações e aumentando na mesma proporção as importações. No curto prazo se continuar a política de câmbio flutuante já serão afetadas todas as contas nacionais. O câmbio deve ser pelo equilíbrio da economia e não como uma biruta a sabor dos fluxos de capitais do mercado internacional e nacional. Defasagem de 50 % significa que o desequilíbrio afeta ou expõe negativamente metade da economia nacional.
O governo deve equilibrar a economia levando em consideração os players maiores da economia mundial ou seja China e EUA e formular a sua estratégia. Uma desvalorização da moeda aos níveis adequados com cambio fixo temporarimente é a proposta. Quem teme câmbio fixo? O mal já está instalado.
sem opinião
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