Bolsa de NY fecha semana em alta; outubro tem maior perda em dez anos
da Folha Online
A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta sexta-feira, último dia de um dos piores meses do mercado de capitais. Ao longo de outubro, o Dow Jones, principal índice da Bolsa de NY, acumulou perda de 14,06%, a maior retração em dez anos (a anterior foi de 15,13% em outubro de 1998) e o 14º pior mês da história do indicador, segundo a consultoria Economática.
Apesar da fragilidade dos indicadores da economia dos Estados Unidos, o clima foi de menor pressão sobre o sistema financeiro nesta sexta-feira. Na semana, o Dow Jones subiu 11,29%, nova maior expansão da história do índice e a maior desde outubro de 1974, segundo a Economática.
O Dow Jones fechou em alta de 1,57%, aos 9.325,01 pontos, enquanto o Nasdaq, de alto componente tecnológico, subiu 1,32%, para 1.720,95. O índice ampliado Standard & Poor's 500 avançou por sua vez 1,54% (14,66 pontos), a 968,75 pontos.
"O sistema financeiro começa a funcionar melhor e isso ajudou realmente o mercado hoje", disse Owen Fitzpatrick, do Deutsche Bank.
O índice Dow Jones Industrial das Bolsas de Nova York sustentou hoje até o final a tendência de alta com que iniciou o pregão, apesar dos dados divulgados pelo governo americano que refletem mais cautela dos consumidores em seus gastos.
O índice de Confiança dos Consumidores, segundo leitura da Universidade de Michigan, caiu em outubro, de 70,3 em setembro para 57,6. O número bate com as projeções dos analistas, que estimavam leitura de 57,5 pontos.
Na quarta-feira, o instituto Conference Board já havia informado que a confiança do consumidor americano caiu neste mês ao seu menor nível em 41 anos, segundo sua própria sondagem. O indicador ficou em 38 pontos, contra 61,4 pontos em setembro.
Também nesta sexta-feira, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que o nível de consumo das famílias americanas caiu 0,3% em setembro, ante expectativas dos analistas, que apontavam retração de 0,2%. Ontem, o governo americano revelou que o PIB do terceiro trimestre teve uma redução de 0,3% --contra a expectativa de uma retração de 0,5%--, afetado, principalmente, por um retrocesso nos gastos das famílias de 3,1%, uma variação não observada desde 1980.
Em uma tentativa de impulsionar a economia, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) reduziu nesta semana sua taxa de juros para 1% ao ano, nível visto pela última vez em maio de 2004. O banco já havia reduzido no último dia 8 de 2% para 1,5%, em uma medida emergencial, em coordenação com outros BCs, para conter o avanço da crise financeira. Com juros menores, o custo de empréstimos pode também ficar menor e o crédito poderia ir aos poucos voltando ao normal.
Os volumes de operações, no entanto, se mantiveram baixos hoje em NY, o que não mostra um retorno generalizado da confiança no mercado.
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Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
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