Saiba mais sobre o Itaú e o Unibanco
da Folha Online
Os bancos Itaú e Unibanco, que anunciaram a fusão de suas atividades bancárias nesta segunda-feira, são dois dos mais tradicionais grupos financeiros do país.
Fundado em 1943 por Alfredo Egydio de Souza Aranha, com o nome de Banco Central de Crédito, o Itaú ocupava o posto de segundo banco brasileiro por valor de ativos, que ao final de setembro somava R$ 396,6 bilhões, perdendo no país apenas para o Banco do Brasil.
No terceiro trimestre, o banco teve lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, e de R$ 5,9 bilhões no acumulado do ano. Já a carteira de crédito é de R$ 164,5 bilhões.
Ao longo de sua vida, o Itaú incorporou diversos outros bancos, como o Banco Sul Americano do Brasil (1966), Banco da América (1969), entre outros. Porém, o salto mais importante ocorreu na década de 1990, quando o banco aproveitou a onda de privatização dos bancos estaduais e adquiriu o Banestado (Paraná), o Banerj (Rio de Janeiro), o Bemge (Minas Gerais) e o BEG (Goiás).
Mais recentemente, em 2006, o banco adquiriu as atividades brasileiras do BankBoston --braço do americano Bank of America--, incrementando suas atividades de alta renda, chamada Itaú Personnalité. No mesmo ano foram adquiridos também os negócios do BankBoston em outros países, como Uruguai e Chile, fazendo com que o banco entrasse no mercado bancário latino-americano.
Além do Personnalité, o Itaú ainda possui mais duas ramificações importantes: o Taií, voltado para empréstimos para pessoa física, e o Itaú BBA, o braço de banco de investimentos.
A holding de participações Itaúsa controla o banco e diversas outras empresas, em especial no setor industrial, como Itautec, Deca, Duratex e Elekeiroz. Esse conglomerado é controlado pelas famílias Setúbal e Villela.
Unibanco
Já o Unibanco tem uma história mais antiga. O banco começou a funcionar em 1924, quando o governo autorização para funcionamento da seção bancária da Casa Moreira Salles, um comércio na cidade de Poços de Caldas (MG).
O Unibanco era o quatro maior banco privado do país, atrás do Itaú, Bradesco e Santander. Seus ativos somam R$ 178,5 bilhões, com carteira de crédito de R$ 74,3 bilhões.
No terceiro trimestre, o banco teve lucro de R$ 704 milhões. No acumulado do ano, o ganho foi de R$ 2,2 bilhões.
O conglomerado financeiro do qual o Unibanco faz parte ainda possui diversos braços, como o Unibanco AIG (seguradora), Fininvest (empréstimos à pessoa física), Unicard e diversas parceiras financeiras com redes de varejo, como as firmadas com o Wal-Mart e a Magazine Luiza.
Desde a sua fundação, o banco está sob o controle da família Moreira Salles. O atual presidente, Pedro Moreira Salles, é neto do fundador, João Moreira Salles. Nos seus 84 anos de história, incorporou diversos bancos. Entre os mais importantes estiveram o Agrimer (Banco Agrícola Mercantil), em 1967 --quando passou a ter seu atual nome (União de Bancos Brasileiros)--, e o Banco Nacional, em 1995.
Apesar de sua tradição e tamanho, o Unibanco era visto nos últimos anos como um banco próximo de ser negociado. Boatos de que Itaú, Bradesco, Citibank e BBVA (Banco Bilbao Viscaya Argentaria) estavam interessados na aquisição eram recorrentes, embora os controladores sempre negassem tais suposições.
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O "problema" que as pessoas enxergam é mais no plano cultural - e não se restringe ao Brasil. Não sei exatamente a causa, mas é senso comum que os bancos são maus, só pensam em dinheiro e tudo o que fazem é ruim. Puro preconceito. Nos esquecemos que sem eles o sistema financeiro quebraria e investimentos, empresas e empregos desapareceriam em todo o mundo. Foi o que aconteceu nesta última crise internacional.
Claro que eles também não são santos e cobram taxas exorbitantes visando lucros exorbitantes. Mas ai também entra a nossa parcela de culpa: enquanto utilizarmos cheque especial pagando 150% a.a., cartão com anuidades que chegam a R$ 400,00, rotativo do cartão de crédito pagando 9% a.m., guardarmos nosso dinheiro em fundos que cobram 3% ou 4% de taxa de administração... veremos os bancos com tais lucros exorbitantes e não adianta reclamar de concentração de poder.
Se querem acabar com isso, e isso sim é discussão que vale a pena, parem de se endividar como loucos e procurem outros lugares para guardar dinheiro como Tesouro Direto ou Bolsa de Valores.
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E pior, o BC mais do que ciente de que a única atividade economica que tem lucros mais que exorbitantes é a do proprio sistema financeiro, alega que a fusão é positiva nesse momento de crise internacional. Conversa para boi dormir.
A Febraban é muito mais poderosa que esses coitadinhos do Lula e Fernando Henrique juntos. 15 anos protegendo o lado mais forte de maneira improporcional.
O custo social que esses "agiotas legalizados" geram à sociedade é muito maior. Desestabilizam lares, familias e geram muito desemprego para a rede produtiva. Afinal, quem aguenta pagar 4,5 ou 10 % de juros ao mês ? Isso não existe em nenhum outro pais do mundo e somente no Brasil.
Depois vem o Mantega com conversa para boi dormir comentando que se aumentarem os juros os banqueiros vão dar um tiro no pé. Pura demagogia.... Vcs teriam duvida caso existisse no Brasil um candidato a presidente chamado "Febraban" se ele não seria eleito ? Chegou em um ponto que o poder deles é imensurável.
Pobre da Jornalista Salete Lemos que foi a única que teve coragem de critica-los no ar e sumariamente demitida. Afinal, qual rede de comunicação vai arriscar perder as propagandas milionarias mostrando o lado "bonzinho" dos mesmos.
Esse Brasil é uma piada. Agora, vamos todos comemorar essa fiusão é mostrar simultaneamente o nosso lado patriotico e porque não dizer idiota tentando nos convencer que a rede financeira no Brasil não é um oligopólio.
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Cada vez mais a concentração do poder, financeiro, no Brasil está em direção ao MENOR número de INDIVÍDUOS.
Por acaso, estes dois bancos estavam passando por dificuldades com a atual crise econômica ???
É certo que não, veja seus lucros !!!
Então porquê a sua junção e contra QUEM ???
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