Publicidade

Dinheiro
03/11/2008 - 12h25

Fusão de Unibanco e Itaú estimula novas fusões e aquisições, diz analista

Publicidade

EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

Luis Miguel Santacreu, analista da Austing Ratings, avalia que a fusão do Itaú e do Unibanco deve estimular movimentos semelhantes na concorrência, com novas fusões e aquisições no setor bancário. "A operação é de um vulto muito representativo e estimula as outras instituições a fazerem o mesmo. O mercado de fusões e aquisições interrompeu um pouco com a crise americana, mas vai retomar agora", comenta, lembrando outra compra recente, do banco Real do espanhol Santander.

"O mercado bancário é muito interessante no Brasil. Ainda há muita gente que não tem conta em banco e o volume de crédito em comparação com tamanho do PIB [Produto Interno Bruto] ainda é muito pequena. Ainda há muito o que crescer", comenta Santacreu. "Faz muito sentido dois grandes bancos nacionais unirem suas forças", acrescenta.

Por conta dessa visão, o analista vê com ressalvas análises que apontam para uma restrição da concorrência com o processo de fusões e aquisições. "Tem gente que tem uma visão um pouco catastrofista e vê um encolhimento da oferta. Realmente, com essa fusão, você concentra o 'poder de fogo' em apenas um banco isso vai contra a idéia de concorrência. Mas nós temos que ver que o mercado é muito grande e ainda há espaço para novos bancos. Mesmo os bancos médios, que agora estão num mau momento, têm o seu próprio nicho de mercado e podem crescer novamente. Há muito mercado ainda para novos 'players'", afirma.

"Eu acredito que, num primeiro momento, nada vai mudar para os clientes dos dois bancos. E o Itaú vai despender um tempo até analisar as áreas de sobreposição das duas instituições financeiras", analisa ele. Para Santacreu, a operação é um sinal muito mais forte de foco no mercado interno, do que uma possível preparação para uma expansão além das fronteiras. "Hoje, o mercado doméstico, devido a seu potencial de crescimento, está muito mais interessante", avalia.

Comentários dos leitores
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Acho muito interessante a fusão Itaú/Unibanco. É uma concentração de poder sim, mas não vejo nenhum grande impacto ao mercado bancário uma vez que existem grandes concorrentes como Bradesco, Banco do Brasil, Satander Real, HSBC, entre outros. No mais, acho saudável os bancos brasileiros se unirem para ganhar força e competirem no mercado global, como fez a Ambev.
O "problema" que as pessoas enxergam é mais no plano cultural - e não se restringe ao Brasil. Não sei exatamente a causa, mas é senso comum que os bancos são maus, só pensam em dinheiro e tudo o que fazem é ruim. Puro preconceito. Nos esquecemos que sem eles o sistema financeiro quebraria e investimentos, empresas e empregos desapareceriam em todo o mundo. Foi o que aconteceu nesta última crise internacional.
Claro que eles também não são santos e cobram taxas exorbitantes visando lucros exorbitantes. Mas ai também entra a nossa parcela de culpa: enquanto utilizarmos cheque especial pagando 150% a.a., cartão com anuidades que chegam a R$ 400,00, rotativo do cartão de crédito pagando 9% a.m., guardarmos nosso dinheiro em fundos que cobram 3% ou 4% de taxa de administração... veremos os bancos com tais lucros exorbitantes e não adianta reclamar de concentração de poder.
Se querem acabar com isso, e isso sim é discussão que vale a pena, parem de se endividar como loucos e procurem outros lugares para guardar dinheiro como Tesouro Direto ou Bolsa de Valores.
sem opinião
avalie fechar
carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
Que vergonha.
E pior, o BC mais do que ciente de que a única atividade economica que tem lucros mais que exorbitantes é a do proprio sistema financeiro, alega que a fusão é positiva nesse momento de crise internacional. Conversa para boi dormir.
A Febraban é muito mais poderosa que esses coitadinhos do Lula e Fernando Henrique juntos. 15 anos protegendo o lado mais forte de maneira improporcional.
O custo social que esses "agiotas legalizados" geram à sociedade é muito maior. Desestabilizam lares, familias e geram muito desemprego para a rede produtiva. Afinal, quem aguenta pagar 4,5 ou 10 % de juros ao mês ? Isso não existe em nenhum outro pais do mundo e somente no Brasil.
Depois vem o Mantega com conversa para boi dormir comentando que se aumentarem os juros os banqueiros vão dar um tiro no pé. Pura demagogia.... Vcs teriam duvida caso existisse no Brasil um candidato a presidente chamado "Febraban" se ele não seria eleito ? Chegou em um ponto que o poder deles é imensurável.
Pobre da Jornalista Salete Lemos que foi a única que teve coragem de critica-los no ar e sumariamente demitida. Afinal, qual rede de comunicação vai arriscar perder as propagandas milionarias mostrando o lado "bonzinho" dos mesmos.
Esse Brasil é uma piada. Agora, vamos todos comemorar essa fiusão é mostrar simultaneamente o nosso lado patriotico e porque não dizer idiota tentando nos convencer que a rede financeira no Brasil não é um oligopólio.
20 opiniões
avalie fechar
Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Êpa !!!
Cada vez mais a concentração do poder, financeiro, no Brasil está em direção ao MENOR número de INDIVÍDUOS.
Por acaso, estes dois bancos estavam passando por dificuldades com a atual crise econômica ???
É certo que não, veja seus lucros !!!
Então porquê a sua junção e contra QUEM ???
8 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (100)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca