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Dinheiro
03/11/2008 - 12h57

Em processo de fusão, maior temor de bancários é com demissões

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da Folha Online

O maior temor de funcionários de bancos quando ocorre uma fusão é com possíveis demissões, já que a sobreposição de operações e setores permite um corte de gastos. Hoje, Itaú e Unibanco anunciaram fusão, mas destacaram que os bancos continuarão a operar separadamente, inclusive com manutenção de agências.

Sobre isso, o presidente da Federação dos Bancários da CUT (Central Única dos Trabalhadores) do Estado de São Paulo, Sebastião Geraldo Cardozo, informou em nota que "vê com preocupação" a fusão, pois a formação do conglomerado pode significar o corte de postos de trabalho.

Já a Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) afirmou que entrou em contato com o Itaú assim que a fusão foi anunciada, para "marcar uma reunião, ainda nesta semana, para discutir a união das duas instituições".

"Uma operação desse tamanho nos causa muita preocupação, uma vez que fusões anteriores do Itaú provocaram demissões de trabalhadores. A Contraf/CUT e os sindicatos estão em alerta para tomar todas as medidas possíveis para garantir os empregos e os direitos dos bancários", destaca o secretário-geral da entidade, Carlos Cordeiro.

A Contraf destaca as compras, pelo Itaú, dos bancos Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro), em 1997, e Banestado (Banco do Estado do Paraná), em 2001, que causaram muitas demissões.

"Esperamos que, diferentemente das fusões anteriores, desta vez seja bom para a sociedade, com aumento dos postos de atendimento, da oferta de crédito e da diminuição de juros e tarifas", diz Cordeiro.

Segundo a Contraf, 80 mil bancários trabalham nos dois bancos, sendo 52 mil no Itaú e 28 mil no Unibanco. O montante responde por quase 20% do número total de bancários no país.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por sua vez, informou que obteve com a direção do Itaú o compromisso de se reunirem, ainda nesta semana, para tratar do futuro dos trabalhadores do banco. O contato também foi feito junto ao Unibanco.

"Além de empregos e direitos dos trabalhadores, o sindicato se mostra preocupado em relação à concentração bancária que penaliza toda a sociedade, sobretudo com a elevação das tarifas e juros. Serão necessárias medidas no sentido de exigir contrapartidas das instituições financeiras", afirma a entidade em nota.

Comentários dos leitores
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Acho muito interessante a fusão Itaú/Unibanco. É uma concentração de poder sim, mas não vejo nenhum grande impacto ao mercado bancário uma vez que existem grandes concorrentes como Bradesco, Banco do Brasil, Satander Real, HSBC, entre outros. No mais, acho saudável os bancos brasileiros se unirem para ganhar força e competirem no mercado global, como fez a Ambev.
O "problema" que as pessoas enxergam é mais no plano cultural - e não se restringe ao Brasil. Não sei exatamente a causa, mas é senso comum que os bancos são maus, só pensam em dinheiro e tudo o que fazem é ruim. Puro preconceito. Nos esquecemos que sem eles o sistema financeiro quebraria e investimentos, empresas e empregos desapareceriam em todo o mundo. Foi o que aconteceu nesta última crise internacional.
Claro que eles também não são santos e cobram taxas exorbitantes visando lucros exorbitantes. Mas ai também entra a nossa parcela de culpa: enquanto utilizarmos cheque especial pagando 150% a.a., cartão com anuidades que chegam a R$ 400,00, rotativo do cartão de crédito pagando 9% a.m., guardarmos nosso dinheiro em fundos que cobram 3% ou 4% de taxa de administração... veremos os bancos com tais lucros exorbitantes e não adianta reclamar de concentração de poder.
Se querem acabar com isso, e isso sim é discussão que vale a pena, parem de se endividar como loucos e procurem outros lugares para guardar dinheiro como Tesouro Direto ou Bolsa de Valores.
sem opinião
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carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
Que vergonha.
E pior, o BC mais do que ciente de que a única atividade economica que tem lucros mais que exorbitantes é a do proprio sistema financeiro, alega que a fusão é positiva nesse momento de crise internacional. Conversa para boi dormir.
A Febraban é muito mais poderosa que esses coitadinhos do Lula e Fernando Henrique juntos. 15 anos protegendo o lado mais forte de maneira improporcional.
O custo social que esses "agiotas legalizados" geram à sociedade é muito maior. Desestabilizam lares, familias e geram muito desemprego para a rede produtiva. Afinal, quem aguenta pagar 4,5 ou 10 % de juros ao mês ? Isso não existe em nenhum outro pais do mundo e somente no Brasil.
Depois vem o Mantega com conversa para boi dormir comentando que se aumentarem os juros os banqueiros vão dar um tiro no pé. Pura demagogia.... Vcs teriam duvida caso existisse no Brasil um candidato a presidente chamado "Febraban" se ele não seria eleito ? Chegou em um ponto que o poder deles é imensurável.
Pobre da Jornalista Salete Lemos que foi a única que teve coragem de critica-los no ar e sumariamente demitida. Afinal, qual rede de comunicação vai arriscar perder as propagandas milionarias mostrando o lado "bonzinho" dos mesmos.
Esse Brasil é uma piada. Agora, vamos todos comemorar essa fiusão é mostrar simultaneamente o nosso lado patriotico e porque não dizer idiota tentando nos convencer que a rede financeira no Brasil não é um oligopólio.
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Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Êpa !!!
Cada vez mais a concentração do poder, financeiro, no Brasil está em direção ao MENOR número de INDIVÍDUOS.
Por acaso, estes dois bancos estavam passando por dificuldades com a atual crise econômica ???
É certo que não, veja seus lucros !!!
Então porquê a sua junção e contra QUEM ???
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