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Dinheiro
03/11/2008 - 13h06

Portugal nacionaliza banco de negócios após erros de gestão na África

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da Efe, em Lisboa

O Banco Português de Negócios (BPN), instituição financeira que o governo de Portugal decidiu nacionalizar, atua no exterior apenas através de uma filial brasileira, mas seus maiores erros foram cometidos na África.

Fontes do banco explicaram hoje à Agência Efe que a entidade iniciou suas operações na América Latina em 2003 através do BPN Brasil Banco Múltiplo, com sede em São Paulo e do qual detém 80% do capital.

O restante está nas mãos da maior instituição financeira privada de Angola, o Banco Africano de Investimentos (BAI), criado em Luanda em 1966.

No entanto, os principais problemas que levaram o BPN à beira da bancarrota e à nacionalização remontam a outra operação na África, comprada em 2002, o Banco Insular de Cabo Verde.

O BPN não informou sobre a aquisição ao regulador português, como lembra hoje a imprensa de Portugal, e foi através desta filial que foram feitas as operações que levaram a entidade a números vermelhos.

O BPN foi posto hoje sob supervisão de dois administradores do governo português, enquanto sua nacionalização tramita no Parlamento, onde o Executivo tem maioria absoluta.

O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, que anunciou ontem a decisão de propor ao Parlamento a nacionalização do BPN, explicou que o banco tem prejuízos acumulados próximos a 700 milhões de euros (R$ 1,95 milhão) e está em "situação de iminente moratória".

Segundo o ministro, mais da metade deste rombo provém de operações do BPN através do banco que comprou em Cabo Verde.

O presidente do Banco (central) de Portugal, Vitor Constâncio, explicou que foi após esta transição que se detectou um amplo conjunto de créditos e compras de ativos que não foram registrados na contabilidade do BPN.

A existência dos ativos ilegais vazou no ano passado, e o Banco de Portugal abriu seis processos de investigação que tramitam atualmente na Promotoria portuguesa.

Fontes oficiais relataram hoje à Efe que a questão do BPN não tem a ver com a atual crise financeira internacional, dado também destacado pelo ministro das Finanças, que também lembrou a boa saúde do sistema bancário de Portugal.

O BPN, com sede social no Porto mas controlado de Lisboa, finalizou 2007 com ativos líquidos de 8,025 bilhões de euros, crescimento anualizado de 11,1%, e resultado líquido de 56,7 milhões de euros.

Comentários dos leitores
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Só mesmo na democrática internet, para um cidadão comentar na Folha de S. Paulo, usando a palavra luxúria, tentando se referior ao luxo!
Democracia!!!
4 opiniões
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Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Voltando à história do Vaticano, o seu banco tem 8% dos casinos da Áustria. E ainda querem discordar da abertura dos jogos no Brasil. 2 opiniões
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J. R. (403) 08/07/2009 13h46
J. R. (403) 08/07/2009 13h46
Crise? Aqui não haverá crise. Nossos trilhões da reserva do tesouro está no FED impresso em verdinhas, sem lastro mas tudo bem. Isso é que é ser solidário. 44 opiniões
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