Itaú e Unibanco planejam ser banco internacional em cinco anos
YGOR SALLES
da Folha Online
Os planos de Itaú e Unibanco, que anunciaram a fusão nesta segunda-feira, é ganhar projeção internacional. Os executivos dos dois bancos afirmaram que a nova instituição tem capacidade para ter escala global, acompanhando o processo de internacionalização pelo qual passam as empresas brasileiras.
"Nós [o Brasil] precisamos de um banco internacional. Esse banco, com uma base de capitalização forte, terá capacidade de financiar as empresas que estão se internacionalizando", afirmou Roberto Setubal (Itaú), que será presidente-executivo do novo grupo.
Segundo Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco e futuro presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco Holding, a meta é tornar-se "player" global em cinco anos, lembrando que o Itaú já possui operações em alguns países como Chile, Uruguai e Argentina.
| Alex Almeida/Folha Imagem |
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| Os presidentes do Itaú, Roberto Setubal (à esq.), e do Unibanco, Pedro Moreira Salles |
O processo de internacionalização, destacou Setubal, tende a começar pela América Latina.
"A América Latina é um lugar natural para um banco brasileiro se internacionalizar. Há outros países [latino-americanos] que são atraentes e onde não estamos, como México e Colômbia. (...) Com eles temos um alinhamento cultural maior." "Porém, não estamos com muita pressa [para fazer tais avanços]", disse Setubal.
O economista-chefe da corretora Souza Barros, Clodoir Vieira, já havia afirmado na manhã desta segunda-feira que a associação com o sexto maior banco do país deixa o Itaú isolado na posição de maior banco nacional, ganhando escala para permitir um salto importante rumo ao mercado internacional
A fusão do Itaú e Unibanco formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul. Segundo comunicado divulgado pelos bancos, o "valor de mercado fará com que ele [grupo] fique situado entre os 20 maiores do mundo". O total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões --contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco.
Setubal reconheceu que a fusão com o Unibanco pode despertar ou acelerar aquisições entre outras instituições financeiras. Para ele, isso é "natural dentro do processo de consolidação vivido pelo setor financeiro". Setubal disse ainda acreditar que, no futuro, o Brasil terá cinco ou seis bancos fortes.
Em entrevista coletiva à imprensa, Salles e Setubal reafirmaram que para os correntistas nada muda por enquanto --segundo eles, que não mencionaram prazos, a primeira medida prática seria a integração dos caixas-eletrônicos. Antes de qualquer mudança, falta a aprovação dos órgãos competentes, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) --o órgão ainda não foi notificado e informou que não se manifestará.
ABN e Real
A fusão dos bancos Itaú e Unibanco, negociado há 15 meses por seus diretores, foi acelerada por conta da compra do ABN Amro Real pelo espanhol Santander, afirmou Moreira Salles.
Para Setubal, a crise financeira global não foi determinante para o fechamento da negociação, mas "ajudou a amadurecer a idéia".
Segundo Salles, a primeira conversa entre os dois bancos ocorreu há dez anos, mas as negociações foram aceleradas "de pouco mais de um ano para cá". "Quando o Santander comprou o Real, criou-se uma novidade no mercado. Isso nunca tinha acontecido antes [no mercado]", disse, ao referir-se à ascendência de um banco estrangeiro no ranking dos maiores do país. "O Santander mostrou que estava na hora de dar este passo".
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O "problema" que as pessoas enxergam é mais no plano cultural - e não se restringe ao Brasil. Não sei exatamente a causa, mas é senso comum que os bancos são maus, só pensam em dinheiro e tudo o que fazem é ruim. Puro preconceito. Nos esquecemos que sem eles o sistema financeiro quebraria e investimentos, empresas e empregos desapareceriam em todo o mundo. Foi o que aconteceu nesta última crise internacional.
Claro que eles também não são santos e cobram taxas exorbitantes visando lucros exorbitantes. Mas ai também entra a nossa parcela de culpa: enquanto utilizarmos cheque especial pagando 150% a.a., cartão com anuidades que chegam a R$ 400,00, rotativo do cartão de crédito pagando 9% a.m., guardarmos nosso dinheiro em fundos que cobram 3% ou 4% de taxa de administração... veremos os bancos com tais lucros exorbitantes e não adianta reclamar de concentração de poder.
Se querem acabar com isso, e isso sim é discussão que vale a pena, parem de se endividar como loucos e procurem outros lugares para guardar dinheiro como Tesouro Direto ou Bolsa de Valores.
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E pior, o BC mais do que ciente de que a única atividade economica que tem lucros mais que exorbitantes é a do proprio sistema financeiro, alega que a fusão é positiva nesse momento de crise internacional. Conversa para boi dormir.
A Febraban é muito mais poderosa que esses coitadinhos do Lula e Fernando Henrique juntos. 15 anos protegendo o lado mais forte de maneira improporcional.
O custo social que esses "agiotas legalizados" geram à sociedade é muito maior. Desestabilizam lares, familias e geram muito desemprego para a rede produtiva. Afinal, quem aguenta pagar 4,5 ou 10 % de juros ao mês ? Isso não existe em nenhum outro pais do mundo e somente no Brasil.
Depois vem o Mantega com conversa para boi dormir comentando que se aumentarem os juros os banqueiros vão dar um tiro no pé. Pura demagogia.... Vcs teriam duvida caso existisse no Brasil um candidato a presidente chamado "Febraban" se ele não seria eleito ? Chegou em um ponto que o poder deles é imensurável.
Pobre da Jornalista Salete Lemos que foi a única que teve coragem de critica-los no ar e sumariamente demitida. Afinal, qual rede de comunicação vai arriscar perder as propagandas milionarias mostrando o lado "bonzinho" dos mesmos.
Esse Brasil é uma piada. Agora, vamos todos comemorar essa fiusão é mostrar simultaneamente o nosso lado patriotico e porque não dizer idiota tentando nos convencer que a rede financeira no Brasil não é um oligopólio.
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Cada vez mais a concentração do poder, financeiro, no Brasil está em direção ao MENOR número de INDIVÍDUOS.
Por acaso, estes dois bancos estavam passando por dificuldades com a atual crise econômica ???
É certo que não, veja seus lucros !!!
Então porquê a sua junção e contra QUEM ???
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