CNI diz que ampliação de prazo para recolher impostos desafogaria empresas
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, voltou a defender hoje a mudança no prazo de recolhimento dos impostos federais para ajudar as empresas durante a crise financeira internacional.
A secretária da Receita Federal, Lina Vieira, disse ontem à Folha que deve entregar hoje ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, o estudo que avalia o impacto no caixa do Tesouro da ampliação de prazos para o recolhimento de impostos das empresas.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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A idéia é permitir, por exemplo, que as empresas que pagam o IPI no dia 20 de cada mês possam fazê-lo no dia 30, e assim ter mais capital de giro ao longo do mês. O objetivo seria casar os prazos de pagamento de impostos com a data de recebimento das vendas pela indústria. Com isso elas teriam um reforço no caixa para compensar a dificuldade em obter crédito.
O prazo médio de pagamento de tributos é hoje de 30 dias. A CNI já havia sugerido ao governo que esse prazo passe para 60 dias, durante um período de seis meses, a partir do próximo ano.
"Na Europa se recolhe o IVA a cada três meses. Aqui o recolhimento é mensal", afirmou Castelo Branco.
O economista da CNI citou impostos como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/Cofins e as contribuições previdenciárias como aqueles que poderiam ter seu prazo de recolhimento estendido.
"É uma medida que desafoga o capital de giro das empresas. As empresas precisam de capital de giro para pagar os tributos, porque elas recolhem os tributos antes de colocar o dinheiro em seu caixa", afirmou.
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