Dinheiro
04/11/2008 - 12h19

CNI diz que ampliação de prazo para recolher impostos desafogaria empresas

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, voltou a defender hoje a mudança no prazo de recolhimento dos impostos federais para ajudar as empresas durante a crise financeira internacional.

A secretária da Receita Federal, Lina Vieira, disse ontem à Folha que deve entregar hoje ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, o estudo que avalia o impacto no caixa do Tesouro da ampliação de prazos para o recolhimento de impostos das empresas.

Danilo Verpa/Folha Imagem
Produção industrial cresceu 1,7% em setembro e 6,5% sobre 2007, apontou pesquisa do IBGE
Produção industrial cresceu 1,7% em setembro e 6,5% sobre 2007, apontou pesquisa do IBGE

A idéia é permitir, por exemplo, que as empresas que pagam o IPI no dia 20 de cada mês possam fazê-lo no dia 30, e assim ter mais capital de giro ao longo do mês. O objetivo seria casar os prazos de pagamento de impostos com a data de recebimento das vendas pela indústria. Com isso elas teriam um reforço no caixa para compensar a dificuldade em obter crédito.

O prazo médio de pagamento de tributos é hoje de 30 dias. A CNI já havia sugerido ao governo que esse prazo passe para 60 dias, durante um período de seis meses, a partir do próximo ano.

"Na Europa se recolhe o IVA a cada três meses. Aqui o recolhimento é mensal", afirmou Castelo Branco.

O economista da CNI citou impostos como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/Cofins e as contribuições previdenciárias como aqueles que poderiam ter seu prazo de recolhimento estendido.

"É uma medida que desafoga o capital de giro das empresas. As empresas precisam de capital de giro para pagar os tributos, porque elas recolhem os tributos antes de colocar o dinheiro em seu caixa", afirmou.

 

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