Dinheiro
04/11/2008 - 12h45

Demanda e bens de capital mantêm indústria em alta no início da crise

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A recuperação do setor de bens de capital e a manutenção de forte demanda doméstica foram decisivas para a recuperação de toda a indústria em setembro, de acordo com a gerente de análise e estatísticas derivadas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Isabella Nunes. Segundo ela, os efeitos da crise financeira internacional, intensificada em meados daquele mês, ainda não se refletiram no resultado.

A produção industrial do país acelerou 1,7% em setembro frente ao mês anterior, recuperando queda de 1,2% em agosto, informou nesta terça-feira o IBGE. Isabella Nunes explicou que o fato de setembro ter tido um dia útil a mais do que agosto ajudou no resultado, mas não de forma decisiva. Em relação a setembro do ano passado, os três dias úteis a mais foram fundamentais para a expansão de 9,8%.

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"O resultado de setembro mostra um quadro positivo, com longo ciclo de crescimento. Ele é apoiado nos investimentos em bens de capital e na demanda doméstica dinâmica", afirmou Nunes.

Antônio Gaudério/Folha Imagem
Produção industrial cresce 1,7% em setembro e 6,5% sobre 2007, aponta IBGE
Produção industrial cresce 1,7% em setembro e 6,5% sobre 2007, aponta IBGE

Ela apontou o dado do terceiro trimestre deste ano como mais um indicador de que a indústria ainda mantém um bom ritmo de expansão. De julho a setembro, a produção industrial apresentou incremento de 2,7% sobre o trimestre imediatamente anterior. Nessa comparação, foi o maior crescimento observado desde o terceiro trimestre de 2004. Naquela época, a indústria havia crescido 2,9% sobre o segundo trimestre.

"A indústria cresce há 12 trimestres consecutivos. Nesse período, houve um ganho de 16,9%. O destaque principal é o setor de bens de capital, que tem expansão há 14 trimestres consecutivos, com ganhos de 51,5%", afirmou Nunes.

Em relação ao terceiro trimestre de 2007, foi constatado incremento de 6,7% de julho a setembro, em ritmo semelhante ao primeiro (6,4%) e segundo (6,2%) trimestres. Nessa comparação, a indústria cresce há 20 períodos seguidos, sendo que o setor de bens de capital registra 21 elevações consecutivas.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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