Publicidade

Dinheiro
04/11/2008 - 18h44

Animada por Bolsas mundiais, Bovespa fecha com forte ganho de 5,24%

Publicidade

da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) concluiu os negócios de hoje em forte alta. Investidores voltaram às compras, optando pelos papéis do setor bancário, que voltou ao "foco" do mercado após a fusão Itaú-Unibanco e com rumores de novas movimentações entre as instituições financeiras no país. A cena externa também contribuiu para a recuperação: o mercado americano "ignorou" as más notícias, animado com a expectativa de um novo ocupante para a Casa Branca. O dólar cedeu a R$ 2,11.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, teve alta de 5,24% e atingiu os 40.254 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,48 bilhões.

O dólar comercial foi negociado a R$ 2,112 para venda, em decréscimo de 2,58% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 446 pontos, número 1,59% acima da pontuação anterior.

Lalo de Almeida/Folha Imagem
Aposta errada em câmbio fez Embraer ter prejuízo de R$ 48,4 mi no 3º trimestre
Aposta errada em câmbio fez Embraer ter prejuízo de R$ 48,4 mi no 3º trimestre

Em seu leilão diário de "swap" cambial, o Banco Central colocou pouco mais de US$ 600 milhões desses contratos, que oferecem proteção ao agente financeiro contra as oscilações do dólar e tendem a diminuir a pressão sobre os preços da moeda americana.

Entre as ações líderes da Bolsa, a ação preferencial da Petrobras subiu 8,47%, enquanto a ação da Vale teve avanço de 5,47%. Ainda no rol dos papéis preferidos pelos investidores hoje, a ação do Itaú teve alta de 4,83%, enquanto os ativos do Bradesco e do Banco do Brasil valorizaram 3,17% e 15,64%, respectivamente.

E o papel do banco estadual Nossa Caixa, sob perspectiva de ser comprado, disparou 13,86%.

Corretoras de valores começaram a rever suas projeções para o mercado financeiro, passado o que especialistas consideram o "auge da crise" no mês de outubro. Diante da perspectiva de um desaquecimento econômico, as recomendações começaram preterir papéis de empresas ligadas às commodities (matérias-primas) e indicar ações de empresas voltadas para a economia doméstica.

"Decidimos ainda manter certa concentração nos bancos brasileiros, que vêm mostrando solidez diante da fragilidade do setor financeiro norte-americano e ganhando importantes posições nos 'rankings' globais do setor, tanto em ativos como em valor de mercado", afirma a equipe de analistas da corretora Spinelli.

Em um mercado de tom mais otimista, as Bolsas européias fecharam com forte alta, a exemplo de Londres (4,42%), Paris (4,62%) e Frankfurt (5%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York ganha 2,39%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York, que ainda não encerrou seu pregão, valoriza 2,71%.

Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os pedidos industriais caíram 2,5% em setembro. Trata-se a maior queda desde que o índice é publicado em sua forma atual, em 1992.

Por aqui, apesar da crise financeira, a produção industrial do país acelerou 1,7% em setembro frente ao mês anterior, recuperando queda de 1,2% em agosto, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O faturamento da indústria brasileira voltou a crescer em setembro, depois da queda registrada em agosto. A CNI (Confederação Nacional da Indústria), apontou que o faturamento cresceu 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e 2% entre agosto e setembro (dado dessazonalizado, que não considera fatores específicos do período).

Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) apontou avanço nas sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) na quadrissemana encerrada em 31 de outubro. O indicador geral apresentou inflação de 0,47%, ou 0,13 ponto percentual acima da apurada com na quadrissemana até 22 de outubro. O indicador é o maior desde julho de 2008, quando registrou inflação de 0,53%.

A Aracruz admitiu hoje um prejuízo de US$ 2,13 bilhões devido a suas operações com câmbio no mercado financeiro. Segundo a empresa, o pagamento desses valores serão negociados com os bancos com quem realizou essas operações até o final de novembro. A ação da companhia valorizou 8,39% no pregão de hoje.

A Embraer, por sua vez, anunciou na noite de ontem que teve prejuízo de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre de 2008, contra lucro de R$ 306 milhões no mesmo período do ano passado e de R$ 176,3 milhões no segundo trimestre. As perdas com variações cambiais foram determinantes para o resultado. A ação da fabricante de aviões subiu 3,03%.

o banco Itaú, que ontem anunciou a fusão com o Unibanco, confirmou que obteve lucro de R$ 1,848 bilhão no terceiro trimestre deste ano, com quedas de 9,5% sobre o obtido no segundo trimestre e de 23,9% sobre o obtido no terceiro trimestre do ano passado. Os números já foram adiantados no mês passado, em caráter preliminar e não auditado.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
sem opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (433) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (433) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
2 opiniões
avalie fechar
isidorio silva (132) 01/12/2009 22h18
isidorio silva (132) 01/12/2009 22h18
Eu acho que até a FOLHA JÁ se rendeu ao GOVERNO DO PRES. LULA,pois só publica comentárioss de quem fala bem deste GOVERNO. Pois quem tem coragem de discordar deste Governo não tem os seus comentários publicado, isto é que é democracia.
Quero ver daqui a alguns anos, quando o número de trabalhadores aposentados ultrapassar os de trablhadores ATIVOS quem vai sustentar esta imensa massa de trabalhadores ,que querem se aposentar muito novos,pois ainda temos setores se aposentando com menos de 50 anos ,pois alegam que NÃO servem mais para sua missão Constituicional.
Estes que falam mal do Ex-pres. FHC ,ainda irão reconhecer que ele teve a coragem de semeiar o terreno em campo fértil ,se não as coisas NÃO estariam tão boas conforme eles pregam.
Agora distribuir riquezas, entre os que ganham quase nada é muito fácil, já que eles se contentam com qualquer migalha.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (855)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca