Dinheiro
05/11/2008 - 04h24

Investidores da Ásia se animam com vitória de Obama

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da Folha Online

Atualizado às 06h35.

As Bolsas de Valores da Ásia fecharam em alta nesta quarta-feira com a vitória do democrata Barack Obama nas eleições dos Estados Unidos. Para analistas, os investidores ficaram animados porque a vitória do sucessor de Geoerge W. Bush pode trazer novos ânimos para a economia americana, em meio à pior crise financeira do país desde 1929.

Leia a cobertura completa das eleições nos Estados Unidos
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Para o continente, a saúde da economia americana é importante pois trata-se do maior importador dos produtos produzidos no continente.

Em Tóquio (Japão), a principal Bolsa do continente, a alta foi de quase 4,5%, a maior em um único dia em mais de três semanas. A Bolsa de Hong Kong avançou 3,17%. Na Austrália, a Bolsa subiu 2,82%; a Coréia do Sul fechou em alta de 2,44%; a China tinha ganhos de 3,16%.

"Estamos bastante animados com a nova direção do mercado. Acredito que os investidores e os fundos retomarão as comprar agressivamente até o fim do ano", afirmou Alex Tang, da Core Pacific-Yamaichi em Hong Kong. "Os investidores esperam que Obama faça mudanças para ajudar a economia."

Grande parte dos ganhos ocorreu porque os investidores crêem no fim das incertezas políticas com a eleição do democrata. "É um motivo para o mercado subir, já que há menores incertezas e maior confiança em ganhos no curto prazo", disse Frank Gong, da filial do JP Morgan em Hong Kong.

Bolsas americanas

Os ganhos na região Ásia-Pacífico seguiram as altas registradas nas Bolsas americanas. O mercado americano praticamente desconsiderou as más notícias, animado com a expectativa de um novo ocupante para a Casa Branca.

O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador da Bolsa de Nova York, avançou 3,28%, aos 9.625,28 pontos, e atingiu o patamar mais elevado em quatro semanas. O Nasdaq, índice de alto componente tecnológico, subiu 3,12%, aos 1.780,12 pontos, e o S&P 500 ganhou 4,08%, aos 1.005,75.

Esta foi a maior alta do Dow Jones em um dia de votação presidencial, batendo o 1,2% de ganhos em 1984, quando Ronald Reagan derrotou Walter Mondade.

Para alguns analistas, o mercado reagiu à aproximação do desfecho da histórica eleição presidencial nos Estados Unidos, com investidores esperançosos de que um novo líder traga soluções para a crise financeira. Outros, no entanto, apostam na antecipação de ganhos no fim de ano.

Eleição

O democrata Barack Obama foi eleito no começo da madrugada desta quarta-feira o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e o 44º da história do país. Com um discurso baseado na mudança, Obama entrou como preferido na disputa presidencial contra o veterano republicano John McCain.

A vantagem, apontam analistas políticos, foi consolidada pelo estouro da crise financeira, em meados de setembro, com a quebra do tradicional banco Lehman Brothers. "Nenhum dos dois [presidenciáveis] realmente apresentou uma solução real para a crise em curto prazo, mas Obama foi quem mostrou melhor aos eleitores que era capaz de retomar o crescimento da economia americana", disse Donald Kettl, professor de ciência política da Universidade da Pensilvânia.

Para o professor, Obama criou uma imagem de otimismo e tranqüilidade que os americanos queriam ver em seu candidato. "Ele é um político muito bom, mostrou que é calmo e inspirou confiança com sua retórica afiada. Obama se tornou um movimento político", disse, em entrevista por telefone à Folha Online, da Filadélfia.

Obama se beneficiou ainda do erro do rival republicano que, meses antes da crise financeira abalar a economia mundial, admitiu que a economia não era seu ponto forte e foi duramente criticado.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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