Dinheiro
05/11/2008 - 09h36

Cinco maiores bancos detêm agora 75% dos depósitos do país

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

Após a fusão entre Itaú e Unibanco, os cinco maiores bancos do país, de um total de 98, passarão a responder por 75% dos depósitos feitos em contas correntes, cadernetas de poupança e CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Se considerados os dez maiores, a proporção sobe para 88%.

Por outro lado, antes das uniões entre Itaú e Unibanco e Santander e ABN Real, ocorrida no ano passado, essa relação estava em 65%. Os dados se referem às demonstrações financeiras fechadas pelos bancos em junho, já que nem todas as instituições finalizaram seus balanços no terceiro trimestre.

A operação que resultou na criação da maior instituição financeira do Brasil foi apenas mais uma etapa do processo de concentração que vem sendo observado no setor bancário nos últimos anos. Em 1995, existiam 144 bancos operando no país, e as cinco maiores instituições respondiam por 64% dos depósitos bancários.

Dos dez maiores bancos da época, cinco foram comprados por seus concorrentes. O Santander, por exemplo, ficou com o privatizado Banespa em 2000 e levou o ABN Real no ano passado depois da união de suas matrizes no exterior. Banerj, Credireal, BCN e BankBoston são exemplos de bancos médios que, ao longo dos últimos 13 anos, foram absorvidos por outras instituições.

Se consideradas as operações de crédito, a concentração é um pouco menor do que no caso dos depósitos, devido à existência de várias financeiras de menor porte que atuam em segmentos específicos, como financiamento de veículos e empréstimos consignados.

Em 1995, os cinco maiores bancos tinham sob sua responsabilidade 57% dos empréstimos concedidos pelo sistema financeiro. Neste ano, a proporção havia subido para 63%.

Outra indicador usado para medir a concentração do setor bancário é a distribuição dos ativos totais dos bancos --que incluem todas as aplicações feitas pelas instituições, como carteiras de crédito, investimentos em títulos públicos, imóveis, entre outros itens. Entre 1995 e 2008, a parcela dos ativos bancários nas mãos dos cinco maiores passou de 56% para 72%.

Por um lado, a menor quantidade de bancos causa uma redução na concorrência do setor. Há quem defenda, porém, que as fusões ajudem a aumentar a eficiência do setor. Em tese, a união de duas ou mais instituições financeiras resulta em redução em gastos. Com custos menores, esses bancos conseguiriam cobrar juros e tarifas menores de seus clientes.

Comentários dos leitores
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Acho muito interessante a fusão Itaú/Unibanco. É uma concentração de poder sim, mas não vejo nenhum grande impacto ao mercado bancário uma vez que existem grandes concorrentes como Bradesco, Banco do Brasil, Satander Real, HSBC, entre outros. No mais, acho saudável os bancos brasileiros se unirem para ganhar força e competirem no mercado global, como fez a Ambev.
O "problema" que as pessoas enxergam é mais no plano cultural - e não se restringe ao Brasil. Não sei exatamente a causa, mas é senso comum que os bancos são maus, só pensam em dinheiro e tudo o que fazem é ruim. Puro preconceito. Nos esquecemos que sem eles o sistema financeiro quebraria e investimentos, empresas e empregos desapareceriam em todo o mundo. Foi o que aconteceu nesta última crise internacional.
Claro que eles também não são santos e cobram taxas exorbitantes visando lucros exorbitantes. Mas ai também entra a nossa parcela de culpa: enquanto utilizarmos cheque especial pagando 150% a.a., cartão com anuidades que chegam a R$ 400,00, rotativo do cartão de crédito pagando 9% a.m., guardarmos nosso dinheiro em fundos que cobram 3% ou 4% de taxa de administração... veremos os bancos com tais lucros exorbitantes e não adianta reclamar de concentração de poder.
Se querem acabar com isso, e isso sim é discussão que vale a pena, parem de se endividar como loucos e procurem outros lugares para guardar dinheiro como Tesouro Direto ou Bolsa de Valores.
sem opinião
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carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
Que vergonha.
E pior, o BC mais do que ciente de que a única atividade economica que tem lucros mais que exorbitantes é a do proprio sistema financeiro, alega que a fusão é positiva nesse momento de crise internacional. Conversa para boi dormir.
A Febraban é muito mais poderosa que esses coitadinhos do Lula e Fernando Henrique juntos. 15 anos protegendo o lado mais forte de maneira improporcional.
O custo social que esses "agiotas legalizados" geram à sociedade é muito maior. Desestabilizam lares, familias e geram muito desemprego para a rede produtiva. Afinal, quem aguenta pagar 4,5 ou 10 % de juros ao mês ? Isso não existe em nenhum outro pais do mundo e somente no Brasil.
Depois vem o Mantega com conversa para boi dormir comentando que se aumentarem os juros os banqueiros vão dar um tiro no pé. Pura demagogia.... Vcs teriam duvida caso existisse no Brasil um candidato a presidente chamado "Febraban" se ele não seria eleito ? Chegou em um ponto que o poder deles é imensurável.
Pobre da Jornalista Salete Lemos que foi a única que teve coragem de critica-los no ar e sumariamente demitida. Afinal, qual rede de comunicação vai arriscar perder as propagandas milionarias mostrando o lado "bonzinho" dos mesmos.
Esse Brasil é uma piada. Agora, vamos todos comemorar essa fiusão é mostrar simultaneamente o nosso lado patriotico e porque não dizer idiota tentando nos convencer que a rede financeira no Brasil não é um oligopólio.
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Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Êpa !!!
Cada vez mais a concentração do poder, financeiro, no Brasil está em direção ao MENOR número de INDIVÍDUOS.
Por acaso, estes dois bancos estavam passando por dificuldades com a atual crise econômica ???
É certo que não, veja seus lucros !!!
Então porquê a sua junção e contra QUEM ???
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