Dinheiro
05/11/2008 - 12h28

Preços no mercado interno não seguem variação do câmbio, aponta Dieese

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da Folha Online

A inflação de 0,89% de agosto a outubro não pode ser atribuída, necessariamente, à alta do dólar (39%), mas a outras razões relacionadas às expectativas inflacionárias em decorrência da crise internacional, segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgado nesta quarta-feira.

Segundo o Dieese, os grandes responsáveis pela taxa elevada deste trimestre foram os serviços, sobretudo aqueles que têm pouca ou nenhuma relação com a desvalorização cambial.

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"Constata-se que os bens e serviços com baixa influência (inflação de 1,18%), que em princípio não deveriam sofrer com a variação do câmbio, foram os que mais tiveram seus preços reajustados", aponta a pesquisa.

Renato Stockler/Folha Imagem
Alimentos voltam a pressionar a inflação em SP em outubro; preço das frutas sobe 3,69%
Alimentos voltam a pressionar a inflação em SP em outubro; preço das frutas sobe 3,69%

Entre os componentes deste grupo, as maiores altas neste período foram: água e esgoto (5,11%), serviços domésticos (3,83%), condomínio (3,06%), consultas médicas (2,34%), aluguel (2,03%) e lanches (1,44%).

Por outro lado, os itens classificados pelo Dieese nos grupos de média influência (inflação de 0,40%) e alta influência (0,59%) não apresentaram reajustes elevados, "como era de se esperar".

Segundo o Dieese, o movimento dos preços de medicamentos (alta de 0,18%), produtos de higiene e beleza (0,11%), carne bovina (2,23%), derivados de trigo (-1,80%), trigo (-12,50%), óleos (-10,21%), azeite (-1,18%), café (-0,14%), açúcar (3,92%), azeitona (-3,78%), pão francês (-1,10%), combustível (1,78%), eletrodomésticos (-0,33%) contrariam a expectativa de que o câmbio influencia nos preços no mercado interno.

Para apontar os responsáveis pela inflação neste período, o Dieese agrupou os itens do ICV em Produtos e Serviços.

"O resultado aponta que os grandes causadores da inflação foram os Serviços (1,38%) frente a uma taxa bem menor dos Produtos (0,39%). No caso dos serviços, são justamente aqueles que não apresentam qualquer relação com o câmbio e que se situariam entre os de baixa influência cambial, os que tiveram aumentos maiores", diz o estudo.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético sem opinião
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Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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