Preços no mercado interno não seguem variação do câmbio, aponta Dieese
da Folha Online
A inflação de 0,89% de agosto a outubro não pode ser atribuída, necessariamente, à alta do dólar (39%), mas a outras razões relacionadas às expectativas inflacionárias em decorrência da crise internacional, segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgado nesta quarta-feira.
Segundo o Dieese, os grandes responsáveis pela taxa elevada deste trimestre foram os serviços, sobretudo aqueles que têm pouca ou nenhuma relação com a desvalorização cambial.
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"Constata-se que os bens e serviços com baixa influência (inflação de 1,18%), que em princípio não deveriam sofrer com a variação do câmbio, foram os que mais tiveram seus preços reajustados", aponta a pesquisa.
| Renato Stockler/Folha Imagem |
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Entre os componentes deste grupo, as maiores altas neste período foram: água e esgoto (5,11%), serviços domésticos (3,83%), condomínio (3,06%), consultas médicas (2,34%), aluguel (2,03%) e lanches (1,44%).
Por outro lado, os itens classificados pelo Dieese nos grupos de média influência (inflação de 0,40%) e alta influência (0,59%) não apresentaram reajustes elevados, "como era de se esperar".
Segundo o Dieese, o movimento dos preços de medicamentos (alta de 0,18%), produtos de higiene e beleza (0,11%), carne bovina (2,23%), derivados de trigo (-1,80%), trigo (-12,50%), óleos (-10,21%), azeite (-1,18%), café (-0,14%), açúcar (3,92%), azeitona (-3,78%), pão francês (-1,10%), combustível (1,78%), eletrodomésticos (-0,33%) contrariam a expectativa de que o câmbio influencia nos preços no mercado interno.
Para apontar os responsáveis pela inflação neste período, o Dieese agrupou os itens do ICV em Produtos e Serviços.
"O resultado aponta que os grandes causadores da inflação foram os Serviços (1,38%) frente a uma taxa bem menor dos Produtos (0,39%). No caso dos serviços, são justamente aqueles que não apresentam qualquer relação com o câmbio e que se situariam entre os de baixa influência cambial, os que tiveram aumentos maiores", diz o estudo.
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Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
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Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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