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Dinheiro
05/11/2008 - 14h57

Saída de US$ 4,6 bi no fluxo cambial em outubro é a maior desde janeiro de 1999

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Brasil registrou uma saída de US$ 4,639 bilhões no mês de outubro devido à piora na crise internacional de crédito. O número é a diferença entre os dólares que entraram e os que saíram do país no período.

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Trata-se do pior resultado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo. Na época, o fluxo ficou negativo em US$ 8,587 bilhões.

Os dados fazem parte do fluxo cambial, que mede o movimento de entrada e saída de dólares do país, divulgado hoje pelo Banco Central.

O fluxo é dividido em duas partes. Na área comercial, houve uma entrada de US$ 1,610 bilhão (diferença entre exportações e importações), o pior resultado do ano.

Na área financeira, saíram do país US$ 6,249 bilhões, o pior resultado desde janeiro, quando houve uma saída de US$ 6,5 bilhões.

No acumulado de 2008, o fluxo cambial está positivo em US$ 12,549 bilhões. O resultado comercial registra entrada líquida de dólares de US$ 44,880 bilhões, e o saldo da conta financeira aponta uma saída de US$ 32,332 bilhões.

No mesmo período do ano passado, o Brasil havia registrado uma entrada de US$ 76,7 bilhões por meio do fluxo cambial.

ACC

Os dados do BC também mostram uma redução do crédito para exportadores por meio de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio).

Esse mecanismo permite que uma empresa possa receber adiantado o dinheiro de um contrato de exportação. Para isso, ela usa contrato para buscar o crédito em um banco. A crise internacional de crédito havia reduzido essas linhas, o que ajudou a pressionar a cotação da moeda no Brasil.

Os contratos de ACC registraram uma queda de cerca de 30% em relação a setembro e somaram US$ 3,7 bilhões. Houve, no entanto, uma recuperação no final do mês, já que nas primeiras semanas de outubro a queda chegou a 70%.

 

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