Apesar da crise, Telefónica diz ter boas perspectivas na América Latina
da Efe, em Madri
A Telefónica disse acreditar nesta quarta-feira nas boas perspectivas dos países latino-americanos, pois mesmo se o crescimento econômico desacelerar um pouco a região conta com um consumo interno mais consolidado que lhe permitirá enfrentar melhor a conjuntura econômica atual.
Segundo explicação dada pelo executivo-chefe da Telefónica Internacional, José María Álvarez-Pallete, o crescimento econômico é um "bem pequeno" em épocas de crise e a previsão é que o PIB (Produto Interno Bruto) destes países cresça em torno de 4% ao ano, além das "boas oportunidades para investimentos" que oferecem.
Em declarações à imprensa após receber o Prêmio Latino-americano à Responsabilidade Social Corporativa do Fórum Ecumênico Social da Argentina, Álvarez-Pallete elogiou o trabalho realizado por alguns países da América Latina em "momentos de auge" para melhorar suas estruturas econômicas.
México, Brasil, Chile e Peru já contam com "investment grade" (grau de investimento recomendada pelas agências internacionais), afirmou o diretor. Além disso, acrescentou que nos últimos anos se cresceu com uma repartição mais eqüitativa da riqueza, o que consolidou um maior consumo interno e lhes dá um modelo mais sustentável para superar esta crise.
Álvarez-Pallete apontou o exemplo que do Brasil, onde há mais famílias de classe média que pobres. "Após se alimentar o povo quer se comunicar. Caso se distribua bem a riqueza, quando mais gente melhorar seu poder aquisitivo mais se gastará em telecomunicações", concluiu.
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