Braskem adia projeto na Venezuela por crise internacional
da Efe, no Rio
A Braskem, maior petroquímica da América Latina, anunciou nesta quarta-feira que adiou em pelo menos um ano parte de seu projeto para construir duas instalações na Venezuela em associação com a venezuelana Pequiven por causa da atual crise financeira internacional.
O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, que comentou os prejuízos registrados pela empresa no terceiro trimestre do ano.
Ele disse que a Braskem optou por adiar alguns dos investimentos que tinha previstos devido à redução da oferta de crédito e de a companhia prever uma redução da demanda internacional de termoplásticos no próximo ano, como conseqüência da crise enfrentada por Estados Unidos e países da Europa.
"Como o financiamento é uma premissa para o avanço do projeto, a crise de liquidez alterou alguns prazos, afirmou Gradin ao se referir aos planos da empresa na Venezuela.
A Braskem anunciou em fevereiro uma associação com a Pequivem para construir uma planta de polipropileno e outra de polietileno, com investimentos de US$ 3,5 bilhões.
O projeto na Venezuela, segundo a Braskem, permitirá que a empresa aumente a sua produção em 450 mil toneladas anuais de polipropileno, 1,3 milhão de toneladas de etileno e 1,1 milhão de toneladas de polietileno.
A definição do financiamento para os projetos estava prevista para o segundo semestre deste ano, mas foi adiada para o segundo semestre de 2009 devido à crise.
Tal decisão, segundo Gradin, deverá atrasar em pelo menos três trimestres a entrada em operação da planta de polipropileno, que estava prevista para 2012.
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