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Dinheiro
05/11/2008 - 17h44

Serra e Mantega se reúnem para discutir venda da Nossa Caixa para BB

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GUILHERME BARROS
colunista da Folha de S.Paulo
da Folha Online

O governador José Serra terá uma reunião daqui a pouco com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para discutir a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil. As negociações avançaram bastante nas últimas semanas e é possível que o negócio seja concluído nos próximos dias.

A reunião é mais um passo após a fusão de Itaú e Unibanco e depois que o governo editou medida provisória que permite aos bancos oficiais comprarem carteira de instituições em dificuldade.

Na última segunda-feira, Itaú e Unibanco anunciaram a fusão entre os bancos e criaram o maior banco do Hemisfério Sul. Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões --contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, de acordo com dados de junho do Banco Central.

Com a operação, o novo banco nasce com ganhos adicionais de R$ 7,9 bilhões em 2009.

Esse valor decorre de um benefício fiscal permitido na operação, que, na troca de ações, valoriza o Unibanco em 27% em relação ao valor de mercado na sexta-feira passada, além do aumento de capital (emissão de ações) que será feito para formar a nova empresa.

A MP 443 autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, a adquirirem participações em instituições financeiras no país sem passar por um processo de licitação.

Ou seja, a MP autoriza os bancos públicos brasileiros a estatizarem instituições financeiras brasileiras que estejam em dificuldades. A MP inclui todo tipo de instituição financeira: seguradoras, instituições previdenciárias, empresas de capitalização, etc. A MP também autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar a participação acionária de construtoras em dificuldade.

O vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luis Mendes, já havia dito que um dos efeitos imediatos da nova MP será facilitar a compra da Nossa Caixa.

Mendes negou, no entanto, que o banco queira comprar outros bancos além da Nossa Caixa e do BRB (Banco de Brasília), operações que já estão em análise.

O executivo afirmou que uma das dificuldades para a concretização da compra da Nossa Caixa é o fato de o governo do Estado de São Paulo não aceitar o pagamento em ações. Com a MP, o pagamento pode ser diretamente, em dinheiro, sem necessidade de emitir novas ações.

Comentários dos leitores
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Leandro Alves (8) 03/11/2009 16h30
Acho muito interessante a fusão Itaú/Unibanco. É uma concentração de poder sim, mas não vejo nenhum grande impacto ao mercado bancário uma vez que existem grandes concorrentes como Bradesco, Banco do Brasil, Satander Real, HSBC, entre outros. No mais, acho saudável os bancos brasileiros se unirem para ganhar força e competirem no mercado global, como fez a Ambev.
O "problema" que as pessoas enxergam é mais no plano cultural - e não se restringe ao Brasil. Não sei exatamente a causa, mas é senso comum que os bancos são maus, só pensam em dinheiro e tudo o que fazem é ruim. Puro preconceito. Nos esquecemos que sem eles o sistema financeiro quebraria e investimentos, empresas e empregos desapareceriam em todo o mundo. Foi o que aconteceu nesta última crise internacional.
Claro que eles também não são santos e cobram taxas exorbitantes visando lucros exorbitantes. Mas ai também entra a nossa parcela de culpa: enquanto utilizarmos cheque especial pagando 150% a.a., cartão com anuidades que chegam a R$ 400,00, rotativo do cartão de crédito pagando 9% a.m., guardarmos nosso dinheiro em fundos que cobram 3% ou 4% de taxa de administração... veremos os bancos com tais lucros exorbitantes e não adianta reclamar de concentração de poder.
Se querem acabar com isso, e isso sim é discussão que vale a pena, parem de se endividar como loucos e procurem outros lugares para guardar dinheiro como Tesouro Direto ou Bolsa de Valores.
sem opinião
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carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
carlos esposito (11) 19/02/2009 12h00
Que vergonha.
E pior, o BC mais do que ciente de que a única atividade economica que tem lucros mais que exorbitantes é a do proprio sistema financeiro, alega que a fusão é positiva nesse momento de crise internacional. Conversa para boi dormir.
A Febraban é muito mais poderosa que esses coitadinhos do Lula e Fernando Henrique juntos. 15 anos protegendo o lado mais forte de maneira improporcional.
O custo social que esses "agiotas legalizados" geram à sociedade é muito maior. Desestabilizam lares, familias e geram muito desemprego para a rede produtiva. Afinal, quem aguenta pagar 4,5 ou 10 % de juros ao mês ? Isso não existe em nenhum outro pais do mundo e somente no Brasil.
Depois vem o Mantega com conversa para boi dormir comentando que se aumentarem os juros os banqueiros vão dar um tiro no pé. Pura demagogia.... Vcs teriam duvida caso existisse no Brasil um candidato a presidente chamado "Febraban" se ele não seria eleito ? Chegou em um ponto que o poder deles é imensurável.
Pobre da Jornalista Salete Lemos que foi a única que teve coragem de critica-los no ar e sumariamente demitida. Afinal, qual rede de comunicação vai arriscar perder as propagandas milionarias mostrando o lado "bonzinho" dos mesmos.
Esse Brasil é uma piada. Agora, vamos todos comemorar essa fiusão é mostrar simultaneamente o nosso lado patriotico e porque não dizer idiota tentando nos convencer que a rede financeira no Brasil não é um oligopólio.
20 opiniões
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Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Adm. Antonio Prenholato (47) 19/02/2009 11h26
Êpa !!!
Cada vez mais a concentração do poder, financeiro, no Brasil está em direção ao MENOR número de INDIVÍDUOS.
Por acaso, estes dois bancos estavam passando por dificuldades com a atual crise econômica ???
É certo que não, veja seus lucros !!!
Então porquê a sua junção e contra QUEM ???
8 opiniões
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