Dinheiro
05/11/2008 - 19h19

BB terá crédito de R$ 1 bi para financiar compra de títulos da agricultura

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) anunciou nesta quarta-feira a criação de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiamento dos produtores rurais. O dinheiro será usado para financiar as CPRs (Cédulas do Produtor Rural). A operação da linha será feita pelo Banco do Brasil.

Segundo o ministro, esse dinheiro sairá dos R$ 2,5 bilhões a mais que serão gerados com uma mudança anunciada na semana passadas nas regras da poupança rural. O governo aumentou o direcionamento obrigatório da poupança rural para crédito agrícola de 65% para 70% dos depósitos.

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"É para dar condições para que o produtor rural, através da sua mercadoria, ou quem já tem uma CPR, poder se financiar com esses recursos. O Banco do Brasil é que vai oferecer essa linha", afirmou.

Uma segunda medida anunciada pelo ministro, após reunião no Ministério da Fazenda, é a criação de uma linha de crédito para ajudar na renegociação de dívidas rurais. Segundo Stephanes, há falta de recursos, principalmente no Centro-Oeste, para o pagamento de dívidas de investimentos.

"Poderá haver linhas de financiamento para os próprios bancos credores, principalmente aqueles que venderam tratores e colheitadeiras", afirmou.

O ministro não deu detalhes sobre a linha, mas afirmou estar descartada uma nova prorrogação dos prazos de pagamento, assunto que já foi discutido no Congresso.

Mais R$ 4 bilhões

O governo também estuda dar garantias de preços mínimos para o período da colheita e da comercialização da próxima safra. Já há no Orçamento recursos em torno de R$ 4 bilhões para comercialização da produção. Além disso, o governo pode aproveitar para recompor estoques e, assim, evitar uma queda maior nos preços.

"Se for o caso, vamos aproveitar para recompor os estoques, já que o governo tem estoques muito pequenos nesse momento."

O ministro também discutiu hoje a falta de crédito para financiamento às exportações de soja e algodão por meio de ACCs (Adiantamentos de Contratos de Câmbio).

O governo já realizou dois leilões de dólares destinados ao comércio exterior. Dos US$ 4 bilhões já ofertados, foram aceitas propostas para liberação de cerca de US$ 3 bilhões. Nessa modalidade de leilão, os bancos comerciais têm de apresentar ao Banco Central contratos de empréstimos para os exportadores, o que serve como garantia de direcionamento do dinheiro.

"Vamos fazer uma reunião na próxima terça-feira com as 'tradings', com os principais representantes dos produtores de algodão, de soja, das cooperativas e também de alguns grandes bancos, para saber efetivamente qual é o problema", afirmou o ministro.

Comentários dos leitores
Marco Hundsdorfer (32) 24/11/2009 19h06
Marco Hundsdorfer (32) 24/11/2009 19h06
Aos moderadores da folha.
Porque minhas mensagens são bloqueadas?
Não utilizei nenhum termo de baixao escalão e minha ultima mensagem tem grande importância.
Não entendo.
Todo mundo "bate boca" e eu não posso postar um comentário sobde o INSS...
O que esta havendo?
sem opinião
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Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Gostaria de mudar um pouco o "foco" desta conversa para uma realidade que nos diz mais respeito.
O Foco é o INSS. O Assunto: Aposentadorias e Auxílio Doença.
Assisti ha alguns dias um debate sobre o fim do "fator previdenciário" que tramita no congresso. Como sempre argumentos politiqueiros contra e a favor, pois "no ponto chave" ninguém põe o dedo (Aposentadoria dos funcionários públicos).
O que me deixa desconsertado é que, onde vivo, (Ponta Grossa - Paraná), o INSS esta negando praticamente a todo mundo o auxílio doença (Até gente com mãos amputadas ou com câncer!). O INSS esta tirando a aposentadoria de pessoas idosas já aposentadas há anos!
Eu meu caso em particular, minha esposa sofre de uma doença reconhecida internacionalmente que se chama FIBROMIALGIA. A doença é reconhecida pela Sociedade Americana de Reumatologia e possui 5 níveis. Infelizmente minha esposa esta no 5º nível. Esta doença é tratável, porem ,no caso de minha esposa, com derivados sintéticos de morfina (Metadona).
O INSS dá a "entender" que a doença não existe, mesmo a mesma possuindo SID.
A pergunta é: É assim que o governo pretende economizar e fazer caixa? Em cima de quem vai receber pouco mais de 1 salário mínio para comprar remédios? Ou retirando aposentadorias de maneira ilegal?
Fica a pergunta para o governo.
Para os moderadores da folha: Por favor este é um assunto importante. As pessoas precisam saber que o que o INSS esta fazendo é ilegal e imoral.
sem opinião
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Guilherme Lemmi (226) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (226) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
28 opiniões
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