BB terá crédito de R$ 1 bi para financiar compra de títulos da agricultura
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) anunciou nesta quarta-feira a criação de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiamento dos produtores rurais. O dinheiro será usado para financiar as CPRs (Cédulas do Produtor Rural). A operação da linha será feita pelo Banco do Brasil.
Segundo o ministro, esse dinheiro sairá dos R$ 2,5 bilhões a mais que serão gerados com uma mudança anunciada na semana passadas nas regras da poupança rural. O governo aumentou o direcionamento obrigatório da poupança rural para crédito agrícola de 65% para 70% dos depósitos.
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"É para dar condições para que o produtor rural, através da sua mercadoria, ou quem já tem uma CPR, poder se financiar com esses recursos. O Banco do Brasil é que vai oferecer essa linha", afirmou.
Uma segunda medida anunciada pelo ministro, após reunião no Ministério da Fazenda, é a criação de uma linha de crédito para ajudar na renegociação de dívidas rurais. Segundo Stephanes, há falta de recursos, principalmente no Centro-Oeste, para o pagamento de dívidas de investimentos.
"Poderá haver linhas de financiamento para os próprios bancos credores, principalmente aqueles que venderam tratores e colheitadeiras", afirmou.
O ministro não deu detalhes sobre a linha, mas afirmou estar descartada uma nova prorrogação dos prazos de pagamento, assunto que já foi discutido no Congresso.
Mais R$ 4 bilhões
O governo também estuda dar garantias de preços mínimos para o período da colheita e da comercialização da próxima safra. Já há no Orçamento recursos em torno de R$ 4 bilhões para comercialização da produção. Além disso, o governo pode aproveitar para recompor estoques e, assim, evitar uma queda maior nos preços.
"Se for o caso, vamos aproveitar para recompor os estoques, já que o governo tem estoques muito pequenos nesse momento."
O ministro também discutiu hoje a falta de crédito para financiamento às exportações de soja e algodão por meio de ACCs (Adiantamentos de Contratos de Câmbio).
O governo já realizou dois leilões de dólares destinados ao comércio exterior. Dos US$ 4 bilhões já ofertados, foram aceitas propostas para liberação de cerca de US$ 3 bilhões. Nessa modalidade de leilão, os bancos comerciais têm de apresentar ao Banco Central contratos de empréstimos para os exportadores, o que serve como garantia de direcionamento do dinheiro.
"Vamos fazer uma reunião na próxima terça-feira com as 'tradings', com os principais representantes dos produtores de algodão, de soja, das cooperativas e também de alguns grandes bancos, para saber efetivamente qual é o problema", afirmou o ministro.
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O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
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