Dinheiro
07/11/2008 - 11h35

EUA eliminam 240 mil vagas e desemprego atinge maior nível em 14 anos

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da Folha Online

Atualizado às 12h35

A economia americana, à beira da recessão, eliminou 240 mil postos de trabalho no mês de outubro, marcando o décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. O dado reflete a contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano e sinaliza que no quarto trimestre a economia do país deve manter o ritmo de declínio. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,5% no mês passado, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

A queda no mês passado se segue a outras quedas, de 127 mil postos de trabalho em agosto e 284 mil em setembro (números revisados). O dado de setembro ficou muito pior que o da divulgação original, que mostrava uma queda de 159 mil empregos.

Fernando Canzian/Folha Imagem
Com aumento do desemprego, cresce ainda mais inadimplência no setor imobiliário
Com aumento do desemprego, cresce ainda mais inadimplência no setor imobiliário

De janeiro a outubro deste ano, segundo o departamento, houve corte de 1,2 milhão de empregos no país; mais da metade dessa perda foi registrada nos últimos três meses.

No mês passado, as quedas no número de postos de trabalho continuaram nos setores de manufatura, construção e em diversos segmentos de serviços. Já os setores de serviços de saúde e mineração continuaram a contratar.

O número de pessoas desempregadas nos EUA aumentou em 603 mil, para um total de 10,1 milhões de pessoas. Nos últimos 12 meses, o número de desempregados no país aumentou em 2,8 milhões de pessoas e a taxa de desemprego viu um aumento de 1,7 ponto percentual.

No fim do mês passado, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) reduziu sua taxa de juros para 1% ao ano, nível visto pela última vez em maio de 2004. O banco já havia reduzido no último dia 8 de 2% para 1,5%, em uma medida emergencial, em coordenação com outros BCs, para conter o avanço da crise financeira.

A redução dos juros foi o esforço mais recente do Fed para tentar reanimar uma economia que está a ponto de cair em recessão (definida como dois trimestres consecutivos de desempenho negativo do PIB). O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse no início de outubro que o cenário econômico do país piorou e que os problemas podem se prolongar.

"A combinação dos dados econômicos recentes e dos desenvolvimentos financeiros sugerem que a perspectiva para a expansão econômico piorou e os riscos de baixa para o crescimento aumentaram", disse Bernanke, à época. "Ao mesmo tempo, o cenário para a inflação teve alguma melhora, embora ainda permaneça incerto. À luz desses desenvolvimentos, o Federal reserve terá de considerar se a atual política de juros continua apropriada."

Quando o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil) se reuniu em setembro, o banco de investimento Lehman Brothers já havia quebrado. Isso pôs em movimento o que já foi chamado de segundo ciclo da crise financeira iniciada em agosto do ano passado, com a inadimplência no segmento "subprime" (de maior risco) do mercado americano de hipotecas.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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