Reunião do G20 deve discutir crise e regulação do mercado, diz Meirelles
YGOR SALLES
da Folha Online
O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira que a reunião do G20 financeiro, que ocorre hoje, amanhã e domingo em São Paulo, e a do BIS (Banco para Compensações Internacionais, na sigla em inglês, o banco central dos bancos centrais), na segunda-feira, deverá discutir um maior controle dos mercados financeiros como resposta ao que originou, nos Estados Unidos, a crise financeira global.
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"Teremos dois focos de discussão. Em primeiro lugar, como resolver os problemas causados por essa crise internacional, e em segundo lugar, olhar para frente, com a questão da regulamentação", disse Meirelles, após palestra na Amcham (Câmara de Comércio Americana).
"Uma das possibilidades que estará em discussão é exatamente uma maior supervisão e uma maior fiscalização nos mercados internacionais e, especialmente, nas transações globais."
Sobre o Brasil, Meirelles disse que o crédito já está em recuperação. "Eles [crédito] ainda não voltaram à normalidade. Houve uma perda pronunciada na última semana de setembro, mas depois recuperou ao longo do mês", ponderou, lembrando que a "temperatura média" não dá um panorama ideal sobre a situação de todas as empresas.
"Seria como uma pessoa estar perto de algo quente na cabeça e com o ar condicionado nos pés", comparou.
Segundo ele, a melhora do mercado de crédito se deu graças "à série de medidas tomadas pelo BC tanto para prover liquidez em dólares quanto em reais".
Meirelles voltou a afirmar que a situação no Brasil é melhor que a de outros países quando se tratam dos problemas causados pela crise. Entre as vantagens brasileiras, citou o mercado bancário brasileiro ser menos alavancado, os bancos de investimento brasileiros terem regulação do BC --o que não acontece nos EUA-- e a força do mercado interno na economia.
"Certamente estaremos crescendo mais do que a média do crescimento global previsto pelo FMI", afirmou.
Segundo informou ontem o Fundo, o crescimento em 2008 será de 3,7%, ante previsão anterior de 3,9%. Já para 2009 a alta deve ser de 2,2%, contra 3% da previsão anterior --que foi divulgada há apenas um mês.
As estimativas indicam que o conjunto dos países desenvolvidos terão retração no PIB (Produto Interno Bruto) de 0,3% em 2009. A aposta sobre o Brasil se manteve estável em 5,2% para 2008, mas caiu de 3,5% para 3% em 2009.
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Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
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