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Dinheiro
07/11/2008 - 15h33

Reunião do G20 deve discutir crise e regulação do mercado, diz Meirelles

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YGOR SALLES
da Folha Online

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira que a reunião do G20 financeiro, que ocorre hoje, amanhã e domingo em São Paulo, e a do BIS (Banco para Compensações Internacionais, na sigla em inglês, o banco central dos bancos centrais), na segunda-feira, deverá discutir um maior controle dos mercados financeiros como resposta ao que originou, nos Estados Unidos, a crise financeira global.

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"Teremos dois focos de discussão. Em primeiro lugar, como resolver os problemas causados por essa crise internacional, e em segundo lugar, olhar para frente, com a questão da regulamentação", disse Meirelles, após palestra na Amcham (Câmara de Comércio Americana).

"Uma das possibilidades que estará em discussão é exatamente uma maior supervisão e uma maior fiscalização nos mercados internacionais e, especialmente, nas transações globais."

Sobre o Brasil, Meirelles disse que o crédito já está em recuperação. "Eles [crédito] ainda não voltaram à normalidade. Houve uma perda pronunciada na última semana de setembro, mas depois recuperou ao longo do mês", ponderou, lembrando que a "temperatura média" não dá um panorama ideal sobre a situação de todas as empresas.

"Seria como uma pessoa estar perto de algo quente na cabeça e com o ar condicionado nos pés", comparou.

Segundo ele, a melhora do mercado de crédito se deu graças "à série de medidas tomadas pelo BC tanto para prover liquidez em dólares quanto em reais".

Meirelles voltou a afirmar que a situação no Brasil é melhor que a de outros países quando se tratam dos problemas causados pela crise. Entre as vantagens brasileiras, citou o mercado bancário brasileiro ser menos alavancado, os bancos de investimento brasileiros terem regulação do BC --o que não acontece nos EUA-- e a força do mercado interno na economia.

"Certamente estaremos crescendo mais do que a média do crescimento global previsto pelo FMI", afirmou.

Segundo informou ontem o Fundo, o crescimento em 2008 será de 3,7%, ante previsão anterior de 3,9%. Já para 2009 a alta deve ser de 2,2%, contra 3% da previsão anterior --que foi divulgada há apenas um mês.

As estimativas indicam que o conjunto dos países desenvolvidos terão retração no PIB (Produto Interno Bruto) de 0,3% em 2009. A aposta sobre o Brasil se manteve estável em 5,2% para 2008, mas caiu de 3,5% para 3% em 2009.

Comentários dos leitores
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
Manda esses gringos incompetentes virem até aqui para fazer um estágio conosco. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
A respeito da união das montadoras, precesso de integração, e trocas de técnologias, ganhos de escala. No mercado brasileiro, recebem redução de encargos tributários (o ideal é todos os brasileiros e empresas receberem redução de todos tipos de impostos), estão tendo ganho de escala, diferentemente aos seus paises de origem onde enfrentam reduçao geral de produção e vendas. Mas o brasileiro ainda não teve qualquer noticia a respeito de possivel de redução dos preços. O Brasil os esta ajudando a sairem da crise que se meteram. Ganhos e vantagens só para eles. ..... sem opinião
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Meu caro Jose Vitor.
Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
9 opiniões
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