Dinheiro
07/11/2008 - 18h09

GM anuncia rombo no caixa e pede ajuda do governo dos EUA

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da Efe, em Washington

A General Motors (GM) anunciou nesta sexta-feira que teve uma baixa de US$ 6,9 bilhões em seu caixa diante da rápida "piora das condições do mercado nos Estados Unidos". O ritmo de gasto do dinheiro do caixa da General Motors significa que a empresa conta com "o valor mínimo necessário para operar" até o final do ano.

Diante de tal situação, a empresa informou hoje, dia em que apresentou seus resultados no terceiro trimestre, que melhorar a posição de caixa continua sendo uma de suas principais prioridades para não quebrar. E destacou que a ajuda governamental é essencial devido ao enfraquecimento da economia e à crise de crédito.

Rebecca Cook/Reuters
Bandeiras dos Estados Unidos no prédio da General Motors em Detroit (Estados Unidos)
Bandeiras dos Estados Unidos no prédio da General Motors em Detroit (Estados Unidos)

"A volatilidade nos mercados financeiros mundiais, a redução do crédito para particulares e empresas e a mínima confiança dos consumidores criou uma situação muito difícil', afirmou o presidente da GM, Rick Wagoner.

Ele anunciou que a GM tomará novas medidas para "melhorar a liquidez e reduzir os custos estruturais, em resposta à piora das condições econômicas mundiais". A empresa informou que novas medidas melhorarão o caixa em US$ 5 bilhões.

Os resultados da companhia durante o terceiro trimestre refletem as fortes perdas na América do Norte e em menor medida na Europa. Segundo a empresa informou hoje, o prejuízo foi de US$ 2,5 bilhões durante o terceiro trimestre do ano diante da rápida "piora das condições do mercado nos Estados Unidos".

Na América do Norte, a GM teve perda de US$ 2,3 bilhões no período em seu faturamento ajustado antes de impostos. Já na Europa, a empresa perdeu US$ 974 milhões em sua receita ajustada antes de impostos, após suas vendas terem caído 15%.

Apenas na América Latina, na África e no Oriente Médio a GM teve bons resultados. Nessa região, a empresa faturou US$ 514 milhões e aumentou em US$ 140 milhões os resultados do mesmo período de 2007.

Chrysler

A General Motors também informou ter encerrado suas negociações com a Chrysler e que não se fundirá com a terceira maior fabricante americana de automóveis.

"Recentemente, a GM explorou a possibilidade de uma aquisição estratégica que acreditava que geraria significantes reduções de custos e um fortalecimento substancial da posição financeira da GM a médio e longo prazo", disse a empresa em comunicado.

"Embora a aquisição pudesse ter proporcionado potencialmente significantes recursos, a companhia concluiu que é mais importante neste momento se concentrar em suas dificuldades imediatas de liquidez", acrescentou.

Bob Nardelli, executivo-chefe da Chrysler, se negou a "confirmar ou a revelar a natureza de suas reuniões privadas". Nardelli disse, também em comunicado, que "a chave do sucesso da equipe de gestão continua sendo devolver à Chrysler a rentabilidade".

Durante semanas se especulou que a Cerberus, que controla a Chrysler, mantinha conversas com GM para a venda da montadora.

A declaração de hoje da GM é a primeira informação oficial sobre as negociações,

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (430) 27/11/2009 11h08
Eduardo Giorgini (430) 27/11/2009 11h08
Pois é. PT prioriza quantidade, números.
Ao ver alguns programas do PT de perto, me assustei com a qualidade do andamento dos mesmos. Projetos mal feitos, abandonados e sem previsão de término, porém está nas estatísticas do governo.
Hospital Escola da Universidade Federal de São CArlos é um exemplo, onde foi criado às preças um curso de Medicina, onde a qualidade esta sendo questionável.
Visitei algumas obras do PAC na cidade. Milhões de reais em esquemas superfaturados, e sem previsão para finalizar dentre outros problemas de dezenas de ONGs que recebem verba do PT.
Isso em uma das melhores cidades do Brasil, com duas Universidades publica de ponta, imagina pelo resto do Brasil.
Povo brasileiro deu carta branca à corrupção e ao Lula.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Cassio Tavares (671) 27/11/2009 10h38
Cassio Tavares (671) 27/11/2009 10h38
José Valias, eu apenas comungo da opinião de mais de 90% da população brasileira. E voce com suas chaturas todo dia aqui no forum falando para míseros 6,2% do povo brasileiro que consideram o atual governo como ruim ou péssimo. Quem ganha a preferencia da população de um país tem o direito de falar. Os outros como consequencia devem ficar calados. Pode sapatear à vontade, porque em 2.010 tem mais. Compre logo uma dúzia de sapatos. 10 opiniões
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Cassio Tavares (671) 27/11/2009 10h30
Cassio Tavares (671) 27/11/2009 10h30
Eduardo Giorgini, a criação de mais de 1 milhão de empregos é pão e circo. Que tristeza hein. Seu comentário é o factóide do dia ? Mas também com uma oposição sem rumo, sem voto e até sem candidato, e com ridículos 6,2% da população brasileira dizendo que o atual governo é ruim ou pessimo, não tem mesmo solução. A dor de cotovelo agora é no coração e na alma, e aí não tem remédio que traga um alívio. O mais curioso é que a oposição não quer que na propaganda política para 2.010 os partidos aliados coloquem no ar a comparação entre o atual governo e o anterior. E o Governador Aécio Neves disse isso bem claramente na entrevista que deu ao João Dória Jr. na Bandeirantes. acontece é que a legislação atual não proibe que se faça a comparação entre as realizações dos 2 governos. A coisa está ficando mais dramática a cada dia na oposição. Anotem ai.
O Sr. José Serra está numa saia justa cada vez mais apertada, porque ele não sabe como dizer ao seu partido que não pretende ser lançado como candidato à presidente em 2.010, porque burro ele não é. E vai empurrando com a barriga seu constrangimento em dizer isso aos caciques do PSDB. Ele vai se candidatar à reeleição como governador de São Paulo.
70 opiniões
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