Dinheiro
07/11/2008 - 19h38

Mantega defende inclusão de emergentes em entidades internacionais

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YGOR SALLES
da Folha Online

Os ministros da Fazenda dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), acrescidos de representantes do México e África do Sul, defenderam nesta sexta-feira uma ampla reformulação nas instituições que controlam o sistema financeiro mundial.

O ministro Guido Mantega disse acreditar que os países emergentes não têm o espaço que deveriam nestes organismos, entre eles o FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial.

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Em entrevista coletiva à imprensa, Mantega exigiu que as decisões sejam tomadas em âmbito mais ampliado do que no G7 (grupo dos sete países mais ricos). "Essas entidades não conseguiram detectar e estancar o problema", disse o ministro após as primeiras reuniões do G20 financeiro, que ocorrem até domingo.

Joel Silva /Folha Imagem
Mantega afirmou que emergentes não querem participar do G7 ou do G8 só para tomar cafezinho
Mantega afirmou que não quer participar do G7 ou do G8 só para tomar cafezinho

Segundo Mantega, a atual divisão de poderes nesses órgãos refletem a economia das décadas de 1940 e 1950, quando Estados Unidos e Europa detinham a grande maioria do poderio financeiro. "Respondemos hoje por 75% do crescimento mundial e, mesmo assim, estamos em minoria", criticou. "Queremos uma maior participação."

Ele garantiu que os emergentes estão dispostos a colocar mais recursos nessas instituições caso consigam essa maior participação. "Estamos preparados para as conseqüências financeiras."

Sobre o G7, o ministro disse ser insuficiente para responder às demandas da crise. Por isso, defende uma função mais importante para o G20. Para isso, o G20 deve passar a ser integrado pelos chefes de Estado e que tenha um maior número de reuniões.

"Nós nos recusamos a participar do G7 ou do G8 só para tomar cafezinho e depois não participar das reuniões mais importantes", disse Mantega.

Porém, ele não descartou a possibilidade de, ao invés do G20 ser fortalecido, o consenso girar em torno da ampliação do próprio G7 para cerca de 14 ou 15 países.

Também não excluiu um aumento de poderes do FMI para resolver o impasse sobre os grupos.

Respostas à crise

Sobre o andamento da crise financeira global, Mantega disse acreditar que o pior dela, que é o derretimento do sistema financeiro e a quebra de instituições bancárias, já passou.

"Só que ainda não se resolveram todos os problemas", disse Mantega citando o congelamento do crédito, especial o interbancário.

Mantega também elogiou a série de reduções nas taxas de juros implantadas por diversos bancos centrais, como o da Inglaterra, o Fed (Federal Reserve, o BC americano) e o da Zona do Euro.

"A tendência mundial é de queda de juros, como a política expansionista para manter a disponibilidade de crédito", disse. "Até mesmo porque a retração da economia trará uma deflação mundial."

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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