Países ricos devem reformular regras financeiras e evitar protecionismo, diz Lula
YGOR SALLES
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou os países a "evitarem" a tentação de entrar em uma onda de protecionismo devido à crise mundial e a reformularem o sistema financeiro. O apelo foi feito durante o discurso proferido neste sábado na abertura da reunião do G20 financeiro, em São Paulo, que debate até amanhã, alternativas para a crise financeira.
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Ministros de Economia e presidentes de bancos centrais das grandes economias desenvolvidas e emergentes prepararam o diálogo para a primeira cúpula de chefes de Estado do G20 financeiro, convocada pelo presidente norte-americano, George W. Bush, para o dia 15 de novembro, em Washington.
"Essa redução no corrente de comércio não é boa para ninguém. O Brasil acredita que os países devem evitar a tentação de utilizar o protecionismo financeiro e comercial como artifício para superar a crise", disse Lula, citando o que ocorreu na crise de 1929, quando a protecionismo dos Estados Unidos fez com que o a depressão econômica fosse mais longa.
| Rodrigo Paiva /Reuters |
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| O presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do BC, Henrique Meirelles, durante reunião do G20 em São Paulo |
Lula defendeu uma "ação coordenada", o que passaria pela Rodada Doha, que debate no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) a liberalização do comércio mundial. "A conclusão da Rodada Doha deixou de ser uma oportunidade para se tornar uma necessidade", disse.
Também pediu hoje aos países desenvolvidos mais responsabilidade e transparência em sua política financeira. "As políticas de cada país não podem transferir riscos injustos a outros países. Cada país deve assumir suas responsabilidades', disse Lula. Ele reconheceu que "nenhum país está a salvo da crise financeira".
O presidente destacou que o Brasil já está tomando medidas que garantem, ao menos, que a crise não terá forte efeito interno. "Não estamos paralisados. O governo não permitirá que nosso crescimento seja comprometido. Manteremos todas as obras de infra-estrutura do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], o Ministério da Fazenda e o Banco Central estão tomando as medidas necessárias para aumentar o financiamento interno e facilitar o crédito ao comércio exterior. E estamos assegurando que nosso sistema bancário continue a apresentar níveis adequados de liquidez", disse.
Sobre a reunião do G20, Lula lembrou que ela tem como tarefa "iniciar o desenho de uma nova arquitetura financeira mundial", que deveria incluir a reformulação ou a recriação dos organismos financeiros multilaterais.
Segundo Lula, o G7 (sete países mais ricos do mundo) não tem mais condições de liderar, sozinho, a economia mundial.
"Precisamos aumentar a participação dos países emergentes nos mecanismos decisórios da economia mundial. Deveremos revisar o papel dos organismos existentes ou criar novos de forma a fortalecer a supervisão e a regulação dos mercados financeiros", disse Lula. "Está na hora de uma nova governança, mais aberta e participativa. E o Brasil está pronto para isso."
"Bilhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis, esperam que estejamos à altura dos desafios que a realidade nos colocou adiante. Não podemos, não devemos, e não temos o direito de falhar", afirmou.
Prévia
Antes das reuniões do fim de semana, representantes do Brasil, Índia, China, África do Sul, México e Rússia --seis potências emergentes-- passaram o dia reunidos. Das discussões, segundo informou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os emergentes --em especial os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China)-- sinalizaram que querem mais espaço nos debates.
| Joel Silva /Folha Imagem |
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| Mantega afirmou que não quer participar do G7 ou do G8 só para tomar cafezinho |
"Nós, os países emergentes, os Brics, o G4, achamos que é preciso fazer uma reformulação do sistema financeiro mundial, que foi criado em Bretton Woods. Faltam regras mais sólidas apara impedir os abusos cometidos pelo setor financeiro, os 'hedge funds' e clubes de investimento, que não estavam sendo controlados. É preciso aumentar a regulamentação. É preciso que haja mais transparência, para que se saiba se eles estão ganhando, perdendo, se seus ativos são sadios ou não. Havia muitos ativos tóxicos que eram considerados bons", disse Mantega em entrevista coletiva.
Mantega disse ainda acreditar que os países emergentes não têm o espaço que deveriam nos organismos financeiros internacionais, entre eles o FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial.
Segundo ele, a atual divisão de poderes nesses órgãos refletem a economia das décadas de 1940 e 1950, quando Estados Unidos e Europa detinham a grande maioria do poderio financeiro. "Respondemos hoje por 75% do crescimento mundial e, mesmo assim, estamos em minoria", criticou. "Queremos uma maior participação."
Sobre o G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo), o ministro disse ser insuficiente para responder às demandas da crise. Por isso, defende uma função mais importante para o G20. Para isso, o G20 deve passar a ser integrado pelos chefes de Estado e que tenha um maior número de reuniões.
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Especial




Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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