Banco Mundial defende expansão de gastos públicos para frear crise
SHEILA D'AMORIM
da Folha de S.Paulo
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou neste sábado em São Paulo, durante encontro do G20 financeiro, que a expansão de gastos do setor público deve ser pensada como instrumento para minimizar os impactos da crise econômica global.
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Zoellick afirmou, no entanto, que alguns países não têm condições de aumentar os gastos, já outros afirmam que podem aderir ao uso de políticas fiscais expansionistas, como a China.
Ele ressaltou que essa expansão deve ser direcionada a setores específicos, como social e de infra-estrutura, já que os mais pobres são que sofrem mais com a crise. Zoellick afirmou que isso pode "evitar que a crise financeira se torne uma crise humanitária".
Ministros de Economia e presidentes de bancos centrais das grandes economias desenvolvidas e emergentes prepararam a primeira cúpula de chefes de Estado do G20 financeiro, convocada pelo presidente norte-americano, George W. Bush, para o dia 15 de novembro, em Washington.
Embora tenha concordado com o fato de que os emergentes devem ter mais voz nas entidades internacionais, Zoellick lembrou que o G20 não representa muitas economias de países pobres que vão sofrer com a crise.
Zoellick também defendeu uma reorganização do sistema financeiro, mas com "flexibilização".
Como efeito da crise financeira, Zoellick afirmou que, em 2009, pela primeira vez desde 1982, haverá queda no volume de comércio mundial.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a "crença cega" na auto-regulação dos mercados financeiros, o que para ele resultou na atual crise financeira global. Por isso, pediu uma maior regulação a partir de agora, durante o discurso proferido neste sábado na abertura da reunião do G20 financeiro.
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Antes das reuniões do fim de semana, representantes do Brasil, Índia, China, África do Sul, México e Rússia --seis potências emergentes-- passaram o dia reunidos ontem. Das discussões, segundo informou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os emergentes --em especial os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China)-- sinalizaram que querem mais espaço nos debates.
| Joel Silva /Folha Imagem |
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| Mantega afirmou que não quer participar do G7 ou do G8 só para tomar cafezinho |
"Nós, os países emergentes, os Brics, o G4, achamos que é preciso fazer uma reformulação do sistema financeiro mundial, que foi criado em Bretton Woods. Faltam regras mais sólidas apara impedir os abusos cometidos pelo setor financeiro, os 'hedge funds' e clubes de investimento, que não estavam sendo controlados. É preciso aumentar a regulamentação. É preciso que haja mais transparência, para que se saiba se eles estão ganhando, perdendo, se seus ativos são sadios ou não. Havia muitos ativos tóxicos que eram considerados bons", disse Mantega em entrevista coletiva.
Mantega disse ainda acreditar que os países emergentes não têm o espaço que deveriam nos organismos financeiros internacionais, entre eles o FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial.
Segundo ele, a atual divisão de poderes nesses órgãos refletem a economia das décadas de 1940 e 1950, quando Estados Unidos e Europa detinham a grande maioria do poderio financeiro. Sobre o G7, o ministro disse ser insuficiente para responder às demandas da crise. Por isso, defende uma função mais importante para o G20. Para isso, o G20 deve passar a ser integrado pelos chefes de Estado e que tenha um maior número de reuniões.
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Especial



Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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