Sistema financeiro internacional precisa de regulação dos governos, diz Lula
da Agência Brasil, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta segunda-feira que o sistema financeiro internacional precisa de regulação dos Estados e que não deve ser visto como um "cassino". Em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", ele destacou que os países devem acumular riquezas com a geração de emprego e renda e não apenas com a especulação.
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"Sabemos de onde veio a crise, sabemos o que foi que gerou essa crise e sabemos que o sistema financeiro internacional tem que ter um certo controle do Estado. Tudo na vida é regulado. O que queremos é que o sistema financeiro exista cada vez mais forte para ajudar o desenvolvimento do país, da indústria e da agricultura.".
Lula afirmou ainda esperar que no próximo encontro do G20 (grupo que reúne os países mais desenvolvidos) em Washington, possam ser discutidos temas como a atuação da OMC (Organização Mundial do Comércio) e a Rodada Doha. Ele afirmou ter consciência de que a reunião não vai definir "tudo o que precisamos que defina" mas que caracteriza "um início extraordinário" para que chefes de Estado assumam a responsabilidade de trazer para si a discussão de soluções futuras capazes de evitar outras crises.
Ao comentar a viagem à Itália, Lula afirmou que terá "uma forte agenda empresarial" que inclui encontros com uma delegação de empresários brasileiros e uma de empresários italianos. A idéia, segundo ele, é discutir possibilidades de investimentos no Brasil. Lula irá reunir-se também com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e pelo presidente do país europeu, Giorgio Napolitano, além de um encontro com políticos da oposição com o papa Bento 16 para assinar um acordo entre Brasil e Vaticano.
"Vou fazer uma convocação para que os países ricos coloquem mais dinheiro para ajudar os países pobres como, por exemplo, o Haiti e os países africanos. Precisamos ter a consciência de que ou os países mais ricos ajudam os países mais pobres a se desenvolver ou vamos enfrentar um problema muito sério de migração", alertou.
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