Folha de pagamento da indústria sobe 7,9% em um ano, aponta IBGE
da Folha Online
Enquanto o nível de emprego continua estável, o valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria se recuperou em setembro, com alta de 2,7%, após queda de 0,5% em agosto, informou nesta segunda-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a setembro do ano passado, o incremento foi de 7,9%, enquanto no acumulado de 2008, a elevação está em 6,8%.
O IBGE destaca que em relação a setembro de 2007, o ganho salarial na indústria foi constatado em todas as regiões pesquisadas, com destaque para São Paulo, cujo aumento chegou a 9,1%, principal contribuição positiva para o índice.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| Emprego na indústria teve alta de 0,1% em setembro, informou o IBGE hoje |
A folha de pagamento real cresceu em 13 dos 18 ramos investigados, na comparação com setembro de 2007. Os maiores impactos vieram de meios de transporte (alta de 16%), máquinas e equipamentos (12,4%), metalurgia básica (19,3%), produtos de minerais não-metálicos (20,7%) e produtos de metal (13,3%). Em sentido oposto, os principais recuos vieram de papel e gráfica (-2,3%) e têxtil (-2,7%).
O IBGE divulgou hoje que, apesar da crise financeira, o nível de emprego na indústria subiu 0,1% na comparação com o mês anterior. Em agosto, o número de empregos gerados no setor industrial havia registrado retração de 0,1% em relação a julho. De acordo com o instituto, o resultado mostra tendência de estabilidade, a exemplo do constatado no mês anterior.
Na comparação com agosto do ano passado, houve aumento de 2,2%. Foi o 27º mês consecutivo com resultado positivo na comparação com igual período no ano anterior. De janeiro a setembro, o IBGE verificou crescimento de 2,7% em relação a período correspondente no ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta chega a 2,9%.
Na comparação com setembro de 2007, houve crescimento dos postos de trabalho em 12 dos 18 setores pesquisados, com destaque para com máquinas e equipamentos (10,2%), meios de transporte (8,2%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,2%).
Em sentido contrário, vestuário (-7,1%), madeira (-11,3%) e têxtil (-6,5%) exerceram as principais pressões negativas.
Por regiões avaliadas, constatou-se incremento no nível de emprego na indústria em 12 das 14 áreas pesquisadas, com crescimento significativo São Paulo (2,6%), Minas Gerais (5,5%) e Rio Grande do Sul (3,3%), na comparação com setembro de 2007.
Se comparado o nível de emprego nos primeiros nove meses do ano, o IBGE observou crescimento em 11 dos 18 ramos, principalmente em máquinas e equipamentos (12,1%), meios de transporte (10,1%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,3%) e alimentos e bebidas (2,6%).
Nas regiões avaliadas, 11 dos 12 locais registraram crescimento, e as principais influência no ano são notadas em Minas Gerais (3,8%) e São Paulo (4,6%).
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