França deve apresentar posição sobre biocombustíveis em dezembro, diz ministra
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
A ministra da Economia, da Indústria e do Emprego da França, Christine Lagarde, disse nesta segunda-feira, em São Paulo, que o presidente Nicolas Sarkozy deverá apresentar uma decisão sobre as restrições européias aos biocombustíveis, questionadas pelos países produtores, como o Brasil, até o final de dezembro. Ela disse, no entanto, que o assunto deverá ser debatido no âmbito da União Européia, e não restrito à França.
"As relações entre Brasil e França sempre foram marcadas pelo selo da energia. Agora, vocês vêm com a bioenergia. É muita energia. Mas a questão não pode ser debatida somente pela França, e será evocada no âmbito da União Européia", disse Lagarde.
| Paulo Whitaker/Reuters |
![]() |
| Lagarde diz que reformas para tornar a França mais competitiva vão continuar apesar da crise |
A defesa de Lagarde é uma resposta aos questionamentos dos países produtores quanto às dificuldades que estão tendo para exportar biocombustíveis para a União Européia. Na sexta-feira, o Brasil e mais sete países --Argentina, Colômbia, Indonésia, Malásia, Malauí, Moçambique e Serra Leoa-- enviaram um comunicado ao órgão questionando as restrições e ameaçando até mesmo entrar com uma queixa na OMC (Organização Mundial do Comércio).
Lagarde destacou a necessidade de a economia francesa tornar-se menos restrita. Segundo ela, o governo Sarkozy deverá manter as reformas do país, apesar da crise, a fim de ser mais competitivo.
"A economia da França é restrita, por restrições impostas por si própria. Há uma série de restrições que devem ser levantadas para que a economia francesa seja mais competitiva. Vamos continuar as reformas apesar da crise, para levantar tentações protecionistas", disse.
A ministra francesa participa nesta segunda-feira da abertura dos Encontros dos Negócios França-Brasil, com o objetivo de impulsionar o comércio entre os dois países. Segundo ela, a França quer dobrar o número de pequenas e médias empresas francesas que trabalham no Brasil, até chegar a 600 companhias.
Esse também é o primeiro evento de uma série de promoções dentro do Ano da França no Brasil, a ser realizado em 2009. No ano passado, também ocorreu o Ano do Brasil na França. Segundo Lagarde, em 2009, haverá uma trabalho para mudar a imagem da França no Brasil, e vice-versa.
"O Brasil é um país diferente do que era anos atrás. É um país forte em matérias-primas, agricultura e tecnologia variada. Como se vê na imprensa internacional, é um país que nunca pára de ser emergente, mas que tem uma posição muito forte", disse.
G20
Lagarde, que também participou da reunião do G20 no final de semana, disse não ter se decepcionado com a ausência de propostas concretas ao final do encontro para solucionar a crise financeira global.
"Eu não estou decepcionada, porque nosso objetivo era fazer um trabalho de preparação para a reunião dos nossos chefes em Washington, na próxima semana. Nosso desejo era preparar e eliminar dificuldades e divergências para nossos chefes fazerem propostas sobre questões de valor e ações concretas", disse.
Na reunião, o G20 sugeriu que ocorra uma série de mudanças na estrutura dos órgãos financeiros internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Mundial), um maior controle sobre a movimentação de investidores e mais medidas de estímulo ao crescimento econômico. Porém, em nenhum dos casos foram anunciadas medidas objetivas, o que se espera da reunião em Washington.
"O encontro me permitiu expor as idéias européias, de regulação de produtos e territórios, a necessidade de mecanismos e termos para um pólo de coordenação e reposicionar o FMI. É preciso revisar as condutas e normas contábeis e termos mecanismos de alerta", afirmou Lagarde.
Leia mais
- Banco Mundial diz que transferência de tecnologia consolidará álcool
- Especialistas divergem sobre efeito da eleição de Obama no comércio exterior brasileiro
- Monsanto compra especialista brasileiro em cana-de-açúcar por US$ 290 milhões
- Grande produtor de álcool dos EUA recorre à lei de falências
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre biocombustíveis
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



Porque minhas mensagens são bloqueadas?
Não utilizei nenhum termo de baixao escalão e minha ultima mensagem tem grande importância.
Não entendo.
Todo mundo "bate boca" e eu não posso postar um comentário sobde o INSS...
O que esta havendo?
avalie fechar
O Foco é o INSS. O Assunto: Aposentadorias e Auxílio Doença.
Assisti ha alguns dias um debate sobre o fim do "fator previdenciário" que tramita no congresso. Como sempre argumentos politiqueiros contra e a favor, pois "no ponto chave" ninguém põe o dedo (Aposentadoria dos funcionários públicos).
O que me deixa desconsertado é que, onde vivo, (Ponta Grossa - Paraná), o INSS esta negando praticamente a todo mundo o auxílio doença (Até gente com mãos amputadas ou com câncer!). O INSS esta tirando a aposentadoria de pessoas idosas já aposentadas há anos!
Eu meu caso em particular, minha esposa sofre de uma doença reconhecida internacionalmente que se chama FIBROMIALGIA. A doença é reconhecida pela Sociedade Americana de Reumatologia e possui 5 níveis. Infelizmente minha esposa esta no 5º nível. Esta doença é tratável, porem ,no caso de minha esposa, com derivados sintéticos de morfina (Metadona).
O INSS dá a "entender" que a doença não existe, mesmo a mesma possuindo SID.
A pergunta é: É assim que o governo pretende economizar e fazer caixa? Em cima de quem vai receber pouco mais de 1 salário mínio para comprar remédios? Ou retirando aposentadorias de maneira ilegal?
Fica a pergunta para o governo.
Para os moderadores da folha: Por favor este é um assunto importante. As pessoas precisam saber que o que o INSS esta fazendo é ilegal e imoral.
avalie fechar
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
avalie fechar