Ajuda à AIG aumenta críticas a pacote de resgate dos EUA
da Efe, em Washington
O governo dos Estados Unidos elevou nesta segunda-feira para US$ 150 bilhões o investimento na seguradora AIG (American International Group), enquanto aumentam as dúvidas sobre o socorro financeiro aprovado há um mês pelo Congresso do país.
Com a iniciativa de hoje em relação à AIG, uma só empresa receberá do governo George W. Bush tanto dinheiro quanto o distribuído meses atrás a cerca de 130 milhões de contribuintes através de um programa de estímulo econômico adotado em fevereiro, estimado em aproximadamente US$ 160 bilhões.
O Departamento do Tesouro e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciaram que empregarão US$ 40 bilhões adicionais para a aquisição de ações preferenciais na AIG, maior seguradora do mundo.
O processo de estatização da AIG começou com US$ 85 bilhões em setembro, e subiu para US$ 123 bilhões em outubro.
Hoje, o Tesouro disse em comunicado que "as novas medidas estabelecem uma estrutura de capital mais duradoura, resolve aspectos de liquidez, facilita a execução do plano da AIG para a venda de alguns de seus negócios (...), promove a estabilidade do mercado e protege os interesses do Governo e dos contribuintes americanos."
A ajuda do governo à AIG no novo plano consiste em um empréstimo de US$ 60 bilhões, investimento de US$ 40 bilhões em ações preferenciais e US$ 50 bilhões em capital, que será usado principalmente para a aquisição de ativos problemáticos, que serão colocados em duas instituições financeiras separadas.
Os novos US$ 40 bilhões virão da ajuda financeira que o Congresso aprovou e que o presidente Bush promulgou no início de outubro, e que chega a US$ 700 bilhões.
Em meados de outubro, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse que uma parte do montante, US$ 250 bilhões, seria usada para a compra de ações sem voto nos bancos, para que as entidades fortalecessem seu capital e retomassem os empréstimos a pessoas e empresas.
O jornal "The Washington Post" informou na semana passada que os bancos estavam usando mais da metade do dinheiro distribuído até então, aproximadamente US$ 163 bilhões, no pagamento de dividendos a seus acionistas e de compensações a seus executivos.
Uma das novidades do novo plano de nacionalização da AIG, anunciado hoje depois que a empresa divulgou perdas de US$ 24,5 bilhões no terceiro trimestre, é que o governo restringirá as compensações por demissões e congelará os bônus aos 70 executivos de mais alta hierarquia da empresa.
Quando o auxílio financeiro foi aprovado, as restrições foram ordenadas só para os cinco executivos de mais alta hierarquia nos bancos que sofreram intervenções.
Simultaneamente, a imprensa americana informou hoje que o governo Bush, mediante modificações do código tributário, concedeu US$ 140 bilhões adicionais em benefícios fiscais aos bancos.
O "Washington Post" informou hoje que a modificação no código tributário, determinada pelo Departamento do Tesouro em meio à turbulência financeira, passou quase que despercebida pelos legisladores que aprovaram o socorro financeiro de US$ 700 bilhões.
Leia mais
- BC dos EUA leiloa US$ 150 bi para abastecer caixa de bancos para fim do ano
- Seguradora AIG tem prejuízo de US$ 24,5 bilhões no terceiro trimestre
- Trichet diz que países deveriam flexibilizar políticas monetárias e fiscais
- Rede americana de varejo Circuit City recorre a lei de falências nos EUA
- Hipotecária americana Fannie Mae tem prejuízo de US$ 29 bi no 3º trimestre
- Empresa de entregas DHL anuncia 9.500 demissões nos EUA
Livraria
Especial


Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
avalie fechar
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
avalie fechar
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
avalie fechar