Exportador vê pouco ganho ao Brasil com pacote chinês
AGNALDO BRITO
da Folha de S.Paulo
Os exportadores brasileiros terão ganho modesto com o bilionário pacote do governo chinês de ajuda ao mercado local, avaliou a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).
A perspectiva traçada pela associação para a corrente comercial Brasil-China ainda é a de redução dos volumes exportados, queda no preço das commodities (principal produto embarcado pelo país para a China) e manutenção das importações de manufaturados com tendência de redução lenta de preços na comparação com os valores das vendas externas brasileiras. Conseqüência: o déficit do país vai crescer.
A AEB fez as contas e acha que o déficit do Brasil nas transações comerciais com a China, cujo valor em outubro alcançou US$ 1,805 bilhão, chegará a US$ 2 bilhões até dezembro.
O déficit está em ascensão. De janeiro a outubro de 2007, o déficit comercial brasileiro com os parceiros chineses era de US$ 891 milhões. No ano passado inteiro, o déficit brasileiro com a China chegou a US$ 1,8 bilhão.
"Com as possíveis reduções nas exportações de minério e de petróleo e o fim do embarque da soja (com o término da safra brasileira), a tendência desse déficit anual é ultrapassar US$ 2 bilhões", disse José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB.
Esse comportamento das transações comerciais será pouco afetado com o pacote de US$ 586 bilhões anunciado pelo governo chinês no domingo.
Castro considerou positivo o pacote, porque o risco de haver uma queda mais acentuada da atividade econômica no mercado interno chinês era uma preocupação do mundo. Boa parte do crescimento mundial nos últimos anos veio da velocidade de expansão da China.
"Essas medidas ajudam indiretamente [ao exportador brasileiro]. Se não fossem tomadas essas medidas, o desaquecimento da China poderia ser muito maior e, como conseqüência, o desaquecimento da economia mundial seria também grande", afirmou Castro. Mas, ainda que seja mantido o crescimento de 8% na China, o comportamento das trocas comerciais com o Brasil pode piorar em 2009.
A AEB acha que a queda de preços e de volumes de commodities exportadas pelo Brasil para a China (entre os quais minério, petróleo, soja, celulose) pode resultar num déficit de US$ 4 bilhões no próximo ano, o dobro do valor deste.
Vítima da súbita redução de demanda no mercado da China, a Suzano Papel e Celulose considerou positiva a iniciativa do governo chinês. A empresa acha que poderá ser beneficiada, mas não tem nenhuma estimativa mais concreta.
"O pacote de estímulo certamente ajudará a economia interna e vamos ser beneficiados. Agora, quanto isso vai afetar os resultados, nos preços e nos estoques, não sabemos", disse Antônio Maciel, presidente da Suzano Papel e Celulose.
A Suzano paralisou na semana passada uma das linhas da unidade de produção de celulose em Mucuri (BA) devido à redução da demanda na China.
A paralisação cortou a produção em 30 mil toneladas. Por ora, não há previsão de nova parada, disse Maciel.
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Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
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