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Dinheiro
11/11/2008 - 11h17

American Express vira banco comercial; relação com clientes não muda nos EUA

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da Folha Online

Atualizado às 17h25.

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) aprovou a conversão da gigante americana do setor de cartões de crédito American Express (AmEx) em um banco comercial. Com isso, a empresa poderá se beneficiar dos programas de financiamento de baixo custo da autoridade monetária. No Brasil, o Bradesco coordena as operações da AmEx e informou que nada muda para os clientes.

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O diário americano "The New York Times" ("NYT") informou que, ao menos nos EUA, a mudança na AmEx não deve alterar a relação com seus clientes.

Justin Lane/Efe
Federal Reserve aprovou a conversão da American Expressa em banco comercial
Federal Reserve aprovou a conversão da American Expressa em banco comercial

Segundo o "NYT", o anúncio "pode representar o fim das empresas financeiras que operam em uma única linha de negócios e são dependentes dos mercados financeiros para obter financiamento".

"Dada a volatilidade contínua nos mercados financeiros, queremos estar mais bem posicionados para tirar vantagem dos diversos programas que o governo federal introduziu ou pode introduzir para dar apoio às instituições financeiras americanas", disse o presidente e executivo-chefe da AmEx, Kenneth Chenault, em um comunicado.

O Fed, por sua vez, informou em um comunicado que, "à luz das circunstâncias exigentes e pouco comuns que afetam os mercados financeiros, e todos os outros fatores e circunstâncias, a diretoria [do Fed] determinou que existem condições de emergência que justifiquem uma ação rápida".

A preocupação nos mercados mundiais de uma recessão global --e, em nível mais local, o temor de uma recessão prolongada nos EUA elevou as incertezas sobre a situação financeira da AmEx, embora suas duas divisões bancárias já contassem com acesso ao instrumento do Fed chamado "discount window" (programa de emergência para bancos comerciais e outras instituições depositárias), segundo o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ").

"Todos agora querem ser banco porque todos querem acesso aos fundos do governo", disse o analista Craig Maurer, da Calyon Securities (ligada ao Credit Agricole), ao "WSJ".

Ao tomar essa medida, os dois bancos de investimento adquiriram a capacidade de tomar emprestado o dinheiro do Fed, e, além disso, construir uma carteira de depósitos de clientes, com a idéia de equilibrar seus balanços, afetados pela crise financeira.

A American Express segue, assim, os mesmos passos dos bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley em setembro. Os dois bancos obtiveram a autorização depois de uma consulta do Fed ao Departamento de Justiça, para a supressão do período de espera. Com a mudança, as duas instituições podem criar bancos comerciais, que poderão tomar depósitos, amparando os recursos de ambas instituições, e terem o mesmo acesso que outros bancos comerciais aos planos de empréstimo da emergência do Fed.

A American Express seguiu os mesmos passos, depois que em outubro reportou uma queda em seu lucro trimestral de 24% devido ao menor uso dos cartões e às maiores dificuldades de seus clientes para devolver o crédito.

Essa situação fez com que a empresa enfrentasse dificuldades para colocar sua dívida no mercado e, portanto, para obter financiamento.

Chenault disse que a conversão da operadora de cartões de crédito em um banco não trará mudanças fundamentais no "foco no setor de pagamentos", o que seria um sinal de que a AmEx não está interessada em adquirir algum grande banco comercial, segundo o "WSJ". O processo de conversão efetuado pela AmEx costuma levar meses, destaca o jornal.

AIG

Ontem, o Departamento do Tesouro e o Fed anunciaram que empregarão US$ 40 bilhões adicionais para a aquisição de ações preferenciais na AIG, maior seguradora do mundo. O processo de estatização da AIG começou com US$ 85 bilhões em setembro, e subiu para US$ 123 bilhões em outubro.

A ajuda do governo à AIG no novo plano consiste em um empréstimo de US$ 60 bilhões, investimento de US$ 40 bilhões em ações preferenciais e US$ 50 bilhões em capital, que será usado principalmente para a aquisição de ativos problemáticos, que serão colocados em duas instituições financeiras separadas.

Os novos US$ 40 bilhões virão da ajuda financeira que o Congresso aprovou e que o presidente Bush promulgou no início de outubro, e que chega a US$ 700 bilhões.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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